
O Corpo de Bombeiros Militar do Piauí (CBMEPI) passa a adotar novas regras que garantem condições especiais de trabalho para bombeiras militares em período de amamentação. A medida está prevista em portaria publicada no Diário Oficial do Estado, nessa sexta-feira (23), e estabelece direitos específicos relacionados à jornada, às escalas de serviço e à rotina funcional das profissionais lactantes.
De acordo com a norma, bombeiras com filhos de até 12 meses de idade deverão atuar exclusivamente em escalas administrativas. Já aquelas com crianças entre 12 e 24 meses poderão concorrer tanto a escalas operacionais quanto administrativas. A portaria também define limites de carga horária: o turno administrativo terá duração máxima de seis horas, com direito a dois intervalos de 30 minutos ou à redução de uma hora para amamentação. No caso do serviço operacional, a jornada poderá ser de até 12 horas, com quatro intervalos de 30 minutos ou redução de duas horas no expediente para garantir o aleitamento.
Outro ponto previsto é que as bombeiras lactantes deverão, preferencialmente, cumprir suas escalas na própria unidade de lotação, sem participação em operações que exijam deslocamento para fora do município. O direito à jornada especial será válido apenas enquanto durar a amamentação, devendo a profissional comunicar oficialmente o término dessa condição.
Para ter acesso ao benefício, a bombeira deverá apresentar requerimento ao Comando-Geral do CBMEPI, por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), acompanhado da certidão de nascimento da criança e de laudo médico que comprove a condição de lactante. O processo terá tramitação prioritária e será analisado pela Junta Médica de Saúde (JMS). O direito passa a valer a partir da apresentação do pedido formal.
A portaria também autoriza que, logo após o fim da licença-maternidade, a bombeira possa usufruir de férias regulamentares, licença especial ou outros afastamentos legais, mediante solicitação prévia. Durante o período que antecede a jornada especial, fica dispensado o uso do uniforme regulamentar. Caso ainda não exista local adequado para amamentação na unidade, a profissional poderá ser liberada temporariamente para deslocar-se até o lactente por meios próprios.
Além disso, a participação em cursos de formação ou progressão na carreira dependerá de parecer da Junta Médica de Saúde. A fiscalização do cumprimento das novas regras ficará a cargo dos comandantes, diretores e chefes das unidades, que deverão adaptar a rotina administrativa e operacional às condições previstas, sem gerar custos adicionais ao Estado.
São Paulo Governo de SP cria prêmio Professor Nota 1.000 em reconhecimento à excelência de profissionais da rede estadual
São Paulo Outubro Rosa: Carreta de Mamografia chega ao Brás para ampliar acesso ao diagnóstico do câncer de mama na Grande São Paulo
Sergipe Transporte intermunicipal será gratuito nos dias das Eleições 2026
Sergipe Governo de Sergipe retoma divulgação de ações e serviços após período de restrição eleitoral
São Paulo Benefícios das áreas de descanso transformam a rotina dos caminhoneiros nas rodovias paulistas
São Paulo DER-SP espera 16,7 milhões de veículos nas rodovias estaduais durante o feriado de Aparecida Mín. 24° Máx. 26°