
A rotina tranquila em casa, assistindo televisão, mudou de forma repentina a vida de Edson Aloízio da Silva, de 48 anos. Casado, pai de seis filhos, empreendedor e morador do bairro Vergel do Lago, em Maceió, ele deu entrada no Hospital Geral do Estado (HGE) no último dia 28 de dezembro, após sofrer um infarto agudo do miocárdio e teve a sua vida salva.
Por volta das 19h, Edson começou a sentir uma dor intensa no braço, que se espalhava em direção à garganta. O desconforto foi tão forte que ele gritou por socorro. “Depois disso, eu só lembro quando acordei já na Área Vermelha do hospital”, relata.
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No HGE, o pai de família foi rapidamente atendido pela equipe da emergência e encaminhado para a Unidade de Dor Torácica (UDT). Ele precisou de um cateterismo cardíaco e foi submetido a duas angioplastias, com a colocação de dois stents, procedimento essencial realizado na Hemodinâmica para restabelecer o fluxo de sangue no coração e evitar danos maiores ao músculo cardíaco.
“Desde a entrada até a UDT é tudo VIP. Os funcionários ficam 24 horas em cima da gente, a alimentação e a medicação chegam sempre certinhas, no horário. Só tenho a agradecer. Ganhei muitos amigos aqui, pessoas que cuidaram de mim em um momento muito difícil da minha vida”, afirmou Edson, animado.
Agora em recuperação, ele garante que a experiência serviu como um alerta e, quando receber alta, irá mudar meus hábitos, entre eles a escolha de uma melhor alimentação, a prática de atividade física e o acompanhamento regular de um médico cardiologista.
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O número de casos preocupa
O infarto agudo do miocárdio é uma das principais causas de morte no Brasil. Dados do Ministério da Saúde indicam que mais de 400 mil brasileiros são acometidos por doenças cardiovasculares todos os anos, sendo o infarto responsável por uma parcela significativa desses óbitos. A rapidez no socorro é determinante para salvar vidas e reduzir sequelas.
De acordo com a cardiologista do HGE, Tâmarly Gonçalves, coordenadora da UDT, o reconhecimento precoce dos sinais é fundamental.
“Dor no peito em aperto ou queimação, que pode irradiar para o braço esquerdo, costas, pescoço ou mandíbula, falta de ar, suor frio, náuseas e tontura são sintomas clássicos do infarto. Ao perceber qualquer um deles, é essencial buscar atendimento médico imediatamente e nunca esperar a dor passar”, orienta a médica.
Ao suspeitar de um infarto, a recomendação é acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou levar a pessoa o mais rápido possível a uma unidade de referência, como a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O tempo entre o início dos sintomas e o atendimento especializado pode significar a diferença entre a vida e a morte, além de influenciar diretamente no grau de recuperação do paciente.
Segundo a especialista, hábitos saudáveis reduzem significativamente o risco de infarto. Entre as principais medidas de prevenção estão: alimentação equilibrada, com redução de gorduras, sal e açúcar; prática regular de atividade física; controle da pressão arterial, colesterol e diabetes; não fumar; evitar o consumo excessivo de álcool; manter acompanhamento médico regular, especialmente com cardiologista.
“As consequências de um infarto não afetam apenas quem sofre o evento. A doença impacta diretamente a família, que passa por momentos de angústia e reorganização da rotina, e também a sociedade, devido aos custos com internações, tratamentos prolongados e possíveis afastamentos do trabalho”, acrescentou a especialista do HGE.
HGE é referência no tratamento cardiológico de urgência e emergência
O caso de Edson Aloízio da Silva é mais uma prova real de que o HGE está consolidado, mais uma vez, como referência no atendimento às doenças cardiovasculares em Alagoas. Com estrutura adequada, protocolos bem definidos e equipes multiprofissionais capacitadas, a maior unidade de urgência emergência da Secretaria de Estado da Saúde oferece atendimento rápido e humanizado desde a emergência até a volta para casa.
“Casos como o do Edson mostram a importância de uma rede hospitalar preparada. A nossa Unidade de Dor Torácica viabiliza diagnóstico e intervenção precoces, reduzindo mortalidade e sequelas. O nosso compromisso é oferecer um atendimento ágil, seguro e de excelência à população”, destacou o diretor médico do HGE, Miquéias Damasceno.
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