
Em alusão ao Janeiro Branco, campanha nacional dedicada à conscientização sobre a importância da saúde mental, profissionais do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão chamam a atenção para um dos maiores desafios enfrentados por quem sofre emocionalmente: o preconceito e o silêncio que ainda cercam os transtornos mentais.
Mesmo com os avanços da ciência e com a ampliação do debate público, muitas pessoas continuam evitando falar sobre ansiedade, depressão, estresse, pânico ou outros transtornos por medo de julgamentos, rótulos ou discriminação. Esse cenário faz com que inúmeros pacientes demorem a procurar ajuda, agravando quadros que poderiam ser tratados de forma mais eficaz se identificados precocemente.
Segundo a médica da unidade especialista em saúde mental, Lara Moreira, o estigma social é um dos principais obstáculos para o cuidado. “Ainda existe a falsa ideia de que sofrimento emocional é sinal de fraqueza ou falta de força de vontade. Transtornos mentais são condições de saúde, assim como hipertensão ou diabetes, e precisam de acompanhamento profissional, medicação quando indicada e apoio contínuo. Quando o paciente se cala por vergonha ou medo, o problema tende a se agravar”, alerta.
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O impacto do preconceito vai além do atraso no diagnóstico. Ele afeta diretamente a qualidade de vida, o desempenho profissional, os relacionamentos e até a saúde física das pessoas. Muitas vezes, sintomas como insônia, dores no corpo, falta de ar, cansaço extremo e alterações no apetite têm origem emocional, mas são tratados apenas como problemas isolados.
Para a psicóloga Saany Nunes, romper o silêncio é um passo essencial para o cuidado. “Falar sobre o que se sente não é sinal de fraqueza, é um ato de coragem. Quando a pessoa compartilha suas angústias, ela abre espaço para compreender o que está acontecendo e buscar caminhos de enfrentamento. O janeiro Branco é um convite para que a sociedade normalize essas conversas e acolha quem precisa de ajuda”, destaca.
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No Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, a assistência em saúde mental é realizada de forma integrada, envolvendo médicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e outros profissionais, garantindo um atendimento humanizado e individualizado. A campanha Janeiro Branco alerta que cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo. Combater o preconceito, incentivar o diálogo e oferecer informação de qualidade são passos fundamentais para que mais pessoas se sintam seguras para buscar apoio e tratamento.
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