
Agência Assembleia / Foto: Wesley Ramos
O programa Café com Notícias, da TV Assembleia, exibido nesta terça-feira (13), recebeu a chefe do escritório do Unicef para o Maranhão e o Piauí, Ofélia Silva, para tratar dos impactos, desafios e resultados do Selo Unicef nos municípios maranhenses e piauienses.
Na entrevista, a apresentadora Elda Borges destacou que o ano de 2025 iniciou-se com 216 municípios do Maranhão aderidos ao Selo Unicef, mas que, ao longo do processo, houve redução neste número.
Ofélia explicou que o Selo é uma estratégia de quatro anos, correspondente ao mandato municipal, e que a certificação só é concedida aos gestores que cumprem rigorosamente metas nas áreas de saúde, educação e proteção de crianças e adolescentes.
“Quando o prefeito assume, ele adere ao Selo Unicef e passa a ser acompanhado por indicadores claros. Apenas quem cumpre essas metas, ao final do ciclo recebe a certificação”, esclareceu.
Vacinação
Um dos principais desafios apontados foi a vacinação infantil. Segundo Ofélia, a baixa cobertura vacinal ainda é reflexo do período pós-pandemia e representa risco à saúde pública. “Para garantir a barreira imunológica, é necessário vacinar 95% das crianças. Municípios que não alcançam esse percentual perdem pontuação no Selo e também podem ter redução de recursos federais”, alertou.
Na área da educação, a chefe do Unicef destacou o uso da plataforma Busca Ativa Escolar, que identifica crianças fora da escola ou em risco de evasão, seja por faltas frequentes, violência ou gravidez precoce. Ela ressaltou que o Maranhão tem apresentado avanços, especialmente na rematrícula, e citou a parceria institucional com o Governo do Estado. “Existe um memorando de entendimento com o governador Carlos Brandão para fortalecer o Ensino Médio, com atenção especial ao ensino tecnológico”, afirmou.
Educação
A entrevista também abordou problemas de infraestrutura escolar. Ofélia reconheceu que escolas precárias e a falta de políticas voltadas ao projeto de vida dos jovens contribuem para a evasão. Ela chamou atenção para o desconhecimento, por parte de alguns gestores, sobre programas federais de apoio.
“Muitos municípios não acessam recursos do programa Dinheiro Direto na Escola por falta de projetos ou informação técnica, mesmo com o dinheiro disponível”, destacou.
Ofélia informou, ainda, que o novo ciclo do Selo Unicef dará prioridade a crianças indígenas e quilombolas, com o objetivo de ampliar o acesso a direitos historicamente negados a essas populações.
Ao comentar o caso das crianças quilombolas desaparecidas em Bacabal, a representante do Unicef relatou que esteve no município a pedido do prefeito Roberto Costa para oferecer orientações técnicas e reforçou a mobilização das autoridades e da comunidade.
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