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Comer para aliviar emoções pode ser sinal de ansiedade, alerta nutricionista da Sesau

Fome emocional pode impactar diretamente a saúde física e emocional das pessoas

12/01/2026 às 21h17
Por: Redação Fonte: Secom Alagoas
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Nutricionista Janine Mendonça orienta população sobre diferença de fome emocional e física - Carla Cleto e Suely Melo
Nutricionista Janine Mendonça orienta população sobre diferença de fome emocional e física - Carla Cleto e Suely Melo
Ruana Padilha / Ascom Sesau

A forma como lidamos com as nossas emoções pode muitas vezes impactar diretamente a nossa saúde física e mental. A fome emocional, diferente da fome física, está relacionada a um impulso de comer que pode ser gerado por situações que tirem o equilíbrio, como o estresse e a ansiedade. Para evitar situações de compulsão, a nutricionista da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Janine Mendonça, alerta aos sinais mais comuns que podem indicar descontrole alimentar.

Janine Mendonça destaca que o início do ano costuma trazer expectativas, cobranças e mudanças de rotina e pode acabar sendo gatilhos para o desenvolvimento de estresse emocional. “Metas irreais, comparações, pressão estética, retorno à rotina e restrições alimentares excessivas aumentam o estresse emocional. A comida acaba sendo utilizada como uma forma rápida de alívio, criando ciclos de compulsão e frustração”, enfatizou.

De acordo com a nutricionista, os sentimentos mais comuns que podem provocar descontrole alimentar são ansiedade, estresse crônico, tristeza, solidão e cansaço físico e mental. “Noites mal dormidas e dietas muito restritivas também aumentam significativamente a chance de episódios de descontrole alimentar”, pontuou.


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A profissional alerta que não é saudável associar comida como alívio para os problemas emocionais ou recompensas. Ela explica que a fome emocional é impulsiva e não respeita os sinais de saciedade. “A alimentação também envolve afeto, prazer e cultura. O problema não é encontrar conforto na comida ocasionalmente, mas sim quando ela se torna a principal estratégia para lidar com emoções difíceis, substituindo outras formas mais saudáveis de cuidado emocional”, explicou.

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Janine Mendonça chama atenção, também, para transtornos alimentares que podem surgir mesmo sem obsessão por emagrecer. “Transtornos alimentares estão muito mais ligados à saúde emocional do que apenas ao peso. Eles podem se manifestar por meio de compulsão alimentar, culpa excessiva, comer escondido ou relação conflituosa com a comida. Cuidar da mente é cuidar do corpo”, ressalta.

Consciente dos gatilhos, a nutricionista pontua que para reduzir a fome emocional recomenda-se manter refeições regulares, evitando restrições e muitas horas de jejum. “Se alimente com atenção. É fundamental desenvolver consciência emocional e buscar outras formas de lidar com sentimentos, como ambiente agradável, música, companhia, atividade física, respiração, descanso e diálogo”, aconselhou.

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Janine Mendonça ressalta que em casos em que a fome emocional evolua para transtorno alimentar o recomendado é buscar ajuda multiprofissional. “O primeiro passo é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Nela, é possível receber acompanhamento com médico, nutricionista e psicólogo, além de orientações iniciais e encaminhamentos, se necessário. Em situações de maior sofrimento emocional ou transtornos mentais, a UBS pode encaminhar para os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferecem atendimento especializado e contínuo”, orientou.

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