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Indenização da Petrobras: Paraná avança na execução de R$ 639,5 milhões em projetos ambientais

De acordo com o mais recente relatório divulgado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), concluído em dezembro, 82 proj...

02/01/2026 às 10h17
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
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Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

O Governo do Paraná avançou consideravelmente em 2025 na execução dos projetos financiados pela indenização da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), resultado do Termo de Acordo Judicial (TAJ-Repar). Segundo o mais recente relatório divulgado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), concluído em dezembro, 82 propostas foram aprovadas e estão em diferentes fases de execução, alcançando R$ 639,5 milhões em investimentos. O valor total da verba compensatória depositada em juízo pela Petrobras, com juros e correções, é atualmente de aproximadamente R$ 1,2 bilhão.

O acordo contempla iniciativas que abrangem todas as regiões do Estado, com foco em conservação ambiental, gestão hídrica, recuperação de áreas degradadas, parques urbanos, modernização da estrutura pública e apoio ao manejo de resíduos sólidos. Entre as ações em andamento por meio de projetos apresentados pelo Instituto Água e Terra (IAT) estão a construção de 13 parques urbanos, 10 barracões de coleta seletiva, reaparelhamento da fiscalização ambiental, restauração de viveiros florestais e laboratórios de sementes e o Monitora Paraná , entre outros.

Na área de conservação da biodiversidade, o IAT avança na proposta de proteção do muriqui-do-sul, espécie criticamente ameaçada. A iniciativa, atualmente em fase de licitação, envolve monitoramento, manejo e fortalecimento de corredores ecológicos para preservação do animal.

Além disso, o Estado monitora o desenvolvimento de projetos voltados para criação de Unidades de Conservação (UCs), controle de erosão e cheias, modernização tecnológica da gestão ambiental e implantação de Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). Também há iniciativas apoiadas por universidades estaduais, federais e fundações de pesquisa, além de programas municipais para drenagem, revitalização urbana e proteção de bacias hidrográficas.

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“São recursos com impacto direto na conservação do meio ambiente do Paraná, o Estado mais sustentável do Brasil. Além de promover o turismo responsável, com investimento em Unidades de Conservação, podemos também intensificar a fiscalização do nosso patrimônio verde, garantindo a preservação da natureza”, afirmou o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.

ACORDO– A indenização se refere à ação civil pública de compensação dos danos morais coletivos e difusos em razão do vazamento de petróleo da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, ocorrido em julho de 2000.

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Os recursos serão aplicados pelo Governo do Paraná em ações de conservação, proteção e recuperação de áreas de proteção ambiental, como encostas, rios e mananciais. Parte do valor também poderá ser utilizada para ações que visem a redução da geração de resíduos sólidos, a implantação e fiscalização de parques públicos, viveiros florestais e centros de triagem de animais silvestres e iniciativas de educação ambiental.

O acordo prevê que 5% do valor sejam utilizados para projetos que venham a ser apresentados pelo município de Araucária, área mais afetada pelo desastre, bem como outros 5% para programas que beneficiem a bacia hidrográfica do Alto Iguaçu, que envolve áreas nos municípios de Curitiba, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Piraquara, São José dos Pinhais e outros.

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O restante será dividido em ações voltadas para as Unidades de Conservação estaduais e federais, e projetos oriundos do Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema), criado por meio da Lei Estadual 12.945, de 2000, com a finalidade de concentrar recursos para financiamento de planos, programas e projetos sobre o controle, a preservação, a conservação e a recuperação do meio ambiente, com verbas do Estado, União e municípios, além de multas e decisões judiciais por infrações ambientais, como no caso da ação envolvendo a Petrobras.

ACIDENTE– Os recursos servem como compensação financeira aos danos causados pelo vazamento de cerca de 4 milhões de litros de petróleo de uma válvula do oleoduto que transportava o combustível fóssil do porto de São Francisco, em Santa Catarina, até a Refinaria Presidente Getúlio Vargas, em Araucária.

Os impactos do acidente alcançaram 40 quilômetros de extensão do Rio Iguaçu na época, além de contaminar aproximadamente 140 hectares de solo, o que trouxe sérios prejuízos à fauna e à flora da região do Alto Iguaçu. A reparação envolve danos causados a anfíbios, aves, mamíferos, peixes, flora, qualidade do ar e águas subterrâneas.

HISTÓRICO– Após duas décadas tramitando no Judiciário, o acordo para o pagamento da indenização por parte Petrobras foi celebrado em 2021. Porém, atendendo à ação civil pública promovida pelo Ministério Público do Estado do Paraná, a Justiça Federal suspendeu, em março de 2022, o repasse dos valores.

A decisão original previa o repasse de R$ 930 milhões do Fema para aplicação em ações ambientais no Paraná. Parte deste montante, na ordem de R$ 105 milhões, havia sido liberada e foi aplicada pelo IAT na compra de caminhões para ajudar os municípios no abastecimento de água, combate a incêndios, limpeza de calçadas e na gestão de resíduos sólidos.

Além dos valores financeiros, a Petrobras se comprometeu a remediar os danos causados e tomar medidas para evitar novos desastres ambientais.

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