
A aplicação das doses de reforço da vacina contra a Covid-19 e imunização do público infantil foram debatidas nesta quarta-feira (18), em reunião da Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB-PR). Gestores da secretaria estadual da Saúde e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems/PR) concordaram em reforçar as campanhas estadual e municipais para a adesão da população à vacinação contra a doença.
O Paraná tem, pelo menos, 4,3 milhões de pessoas com a dose de reforço contra a Covid-19 em atraso, de acordo com informações da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Para o público infantil, a previsão era que 1,07 milhão de crianças entre 5 e 11 anos fossem vacinadas no Estado. Desse total, 721.073 receberam a primeira dose e 422.305 também a segunda. Os dados são do Vacinômetro Nacional.
“Queremos que os números percentuais de aplicações se elevem, que as doses de reforço e para crianças sejam administradas e não fiquem nos estoques. A primeira e segunda doses tiveram grande adesão da população, porém, as de reforço e das crianças ainda não alcançaram o esperado. E é nesse público que vamos focar”, defendeu o secretário estadual da Saúde, César Neves.
DENGUE -A CIB também debateu o cenário de dengue no Estado, reforçando a importância do manejo adequado do paciente, priorizando a avaliação clínica pelo profissional médico e sua equipe, aplicando as condutas de tratamento iniciadas na suspeita de casos.
Outro assunto discutido foi o programa de cirurgias eletivas Opera Paraná, que tem investimento recorde de R$ 150 milhões, feito pelo Estado, e deve proporcionar cerca de 60 mil cirurgias a mais este ano. Os editais de chamamento público já estão sendo realizados e em breve alguns contratos com os hospitais serão iniciados.
O presidente do Cosems, Ivoliciano Leonarchik, destacou a importância do programa e afirmou que as equipes devem se alinhar no mesmo sentido. “A expectativa é grande para que os processos sejam finalizados e que possamos colocar em prática o programa. Este tema, de cirurgias eletivas, é uma necessidade antiga do Estado e hoje estamos debatendo a forma prática de realizá-las”.
PACTUAÇÕES –Foram pactuadas ações que impactam a Linha de Cuidado às Pessoas com Sobrepeso e Obesidade. Dentre elas, o apoio das Regionais de Saúde para a organização dos fluxos de trabalho e serviços nas Redes de Atenção à Saúde (RAS), capacitações dos profissionais da área por equipes especializadas, além de incentivos para o fortalecimento da Atenção Primária.
Os membros da comissão também aprovaram a revisão do elenco do Componente Básico da Assistência Farmacêutica (CBAF), com a proposta de trazer mais dez medicamentos para a regência estadual. Foram aprovadas, ainda, solicitações de municípios no âmbito da saúde de transporte sanitário, de Unidades Básicas de Saúde e de convênios.
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