
No Mês da Luta Antimanicomial, maio, as instituições que compõem a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) do estado e outros setores afins programaram uma agenda participativa, construída com trabalhadores, gestores e usuários.
A vasta programação tem atividades em diferentes espaços e municípios do Acre. Em Rio Branco, o Centro de Atenção Psicossocial (Caps – AD III) realiza, de quarta a sexta-feira, 18 a 20, oficinas, rodas de conversa com a participação de grupos de arteterapia no Horto Florestal, painel informativo com exposição da produção de arte pelos pacientes, no hall da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esportes (SEE).
Ainda em Rio Branco, o Caps Samaúma e a Cooperativa Ciranda Samaúma realizam o Sarau da Luta Antimanicomial na quarta, 18, 9h.
O Núcleo de Saúde Mental do Departamento de Atenção Primária em Saúde (Daps) da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) realiza um webnário intitulado Luta Antimanicomial: Cuidado em Liberdade e os Desafios da Raps no Acre, pela plataforma do Telessaúde, também na quarta, 18, às 9h.
Serão retomadas as reuniões do Grupo Condutor da Raps com todos os representantes da rede, no mezanino da Sesacre, na Rua Benjamin Constant, número 830, Centro, na quarta, 18, às 14h.
Em Mâncio Lima, o Caps Nova Vida realiza atividades de rodas de conversa, blitz de conscientização, teatro mudo, visitas às unidades de saúde, palestras com psicóloga durante o atendimento médico no próprio Caps e orientações em carro volante, de segunda a quinta-feira, 16 a 19.
Em Epitaciolândia, o Caps fará entrevista informativa e de divulgação do serviço nas rádios locais, oficina de livre expressão, na terça-feira, 17; e do grupo comunitário Permita-se, com rodas de conversa, filmes e vídeos sobre a luta antimanicomial, além de atividade de arte no ambiente no próprio Caps, na quarta-feira, 18.
Em Brasileia, o Caps fará apresentações culturais e palestras sobre a luta antimanicomial, na quarta, 18.
Em Cruzeiro do Sul, o Caps exibirá o filme Bicho de Sete Cabeças, seguido de uma apresentação cultural, na quarta-feira, 18.
O movimento de luta antimanicomial impulsionou a criação da lei 10.216/2001, marco legal da reforma psiquiátrica, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental, indicando a substituição progressiva do modelo assistencial hospitalocêntrico e excludente por um modelo de cuidado territorial, em sociedade, estimulando a autonomia dos usuários dos serviços de saúde mental. O paciente é encorajado a umexercício maior de cidadania, fortalecendo seus vínculos familiares e sociais.
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