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Helder e Lula entregam Parque Linear da Nova Doca, marco da COP30 para Belém

Espaço moderniza o bairro do Reduto, amplia a mobilidade urbana e consolida novas opções de convivência, esporte e lazer para a população paraense

02/10/2025 às 21h36
Por: Redação Fonte: Secom Pará
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Foto: Bruno Cecim / Ag.Pará
Foto: Bruno Cecim / Ag.Pará

Parque Linear da Nova Doca é a primeira obra do legado da COP30 para Belém

O governador do Pará, Helder Barbalho, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, entregam, nesta quinta-feira (2), em Belém, o Parque Linear da Nova Doca. Esta é a primeira obra considerada legado da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), a ser entregue conjuntamente pelos dois chefes de governo, a seis semanas do evento internacional que terá como sede a capital paraense.

O projeto requalifica a Avenida Visconde de Souza Franco, no bairro do Reduto, área central da cidade, e transforma o espaço em um novo polo de convivência, esporte e lazer, já acessível à população a partir da noite desta quinta-feira.

“Mais do que uma obra, o Parque Linear é um marco de transformação para Belém. A Nova Doca deixa de ser apenas uma avenida para se tornar um símbolo da cidade que estamos preparando para a COP30: moderna, sustentável e de frente para sua história e seu povo", afirmou o governador Helder Barbalho.

Avenida disponibiliza ciclovia, iluminação em LED, passarelas, paisagismo e quiosques com banheiros, entre outros atrativos

Avenida tem quase 24 mil metros quadrados com áreas de convivência

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São quase 24 mil metros quadrados de área totalmente requalificada ao longo de 1,2 quilômetros de canal, a nova avenida conta com ciclovia, iluminação em LED, novas passarelas, paisagismo, quiosques com banheiros, redário, brinquedos acessíveis e áreas para práticas esportivas. Também reúne painéis solares com tomadas para carregamento de celulares.

Segundo Helder, a inauguração representa uma mudança de paradigma. “Este espaço é mais uma demonstração de que o legado da COP30 já está em curso. Uma cidade que se prepara para dialogar com o mundo começa valorizando sua população, com investimentos em qualidade de vida e espaços de convivência.”

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Reconciliação com a história e com a cidade

A Nova Doca conecta-se ao Porto Futuro, integrando a frente ribeirinha de Belém e reforçando a identidade da capital paraense. A obra foi executada pela Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), em parceria com o Governo Federal, por meio da Itaipu Binacional.

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“Belém não pode estar de costas para sua história, nem para seus rios. A Nova Doca é a reconciliação da cidade com sua paisagem, e um marco de que nosso futuro pode ser bonito, inclusivo e sustentável”, destacou Helder Barbalho.

Para o secretário estadual de Obras Públicas, Ruy Cabral, a entrega do Parque Linear representa mais do que uma intervenção urbana: é um marco na transformação da cidade. “O Governo do Pará entrega aos moradores de Belém uma obra que promove convivência, valorizando os aspectos ambientais e sociais da região.”

Originalmente, a Doca era um braço da Baía do Guajará, conhecida como Igarapé das Almas, ou ainda Igarapé das Armas

De igarapé lendário a parque urbano

Muito antes de se tornar avenida ou canal, a Doca era um braço da Baía do Guajará, conhecida como Igarapé das Almas, ou ainda Igarapé das Armas. A primeira denominação remete a relatos populares sobre aparições sobrenaturais; a segunda, ao período da Cabanagem (1835), quando a área teria sido usada como esconderijo de armamentos.

A inauguração da chamada “Doca do Imperador”, em 1851, marcou o início da urbanização da área, consolidando-a como centro de escoamento de mercadorias, especialmente durante o ciclo da borracha. Com o fim desse ciclo, a região entrou em decadência. A partir da década de 1960, intensificaram-se as transformações urbanas, com a canalização do igarapé, obra que durou mais de uma década e deu origem à avenida como é conhecida hoje.

Nos anos 1970 e, posteriormente, em 1995, houve novas intervenções estruturais, mas poucas voltadas ao uso público. “Por se tratar de uma infraestrutura ligada ao saneamento, o espaço recebeu poucas ações desde sua concepção, o que gerou grande expectativa da população quanto à sua requalificação”, explica Rebeca Ribeiro, diretora do Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural da Secretaria de Estado de Cultura (DPhac/Secult).

Memória viva

Maria Oliveira, de 66 anos, moradora do bairro Umarizal, acompanhou de perto as mudanças. “Anos atrás, sonhei que a Doca viraria uma praça. Quando soube do projeto, chorei de emoção. Agora é coisa de primeiro mundo. Quem viu antes e vê agora só tem a agradecer – e cuidar também, porque isso é responsabilidade nossa.”

Já de olho nas novas possibilidades do espaço, Maria e seu grupo de corrida contam os dias para retomar as atividades. "Estou sonhando em voltar às minhas corridas daqui até a Boaventura. Isso não é bom só para a gente, que mora aqui. Os visitantes vão se encantar. Sempre sonhei em ver a Doca desse jeito”, celebra.

Achado arqueológico

Durante as escavações, o tempo revelou sua presença: uma embarcação metálica, possivelmente do ciclo da borracha, foi encontrada soterrada no fundo do canal. O achado está em processo de restauração e será futuramente exposto ao público, junto a fragmentos de louças e garrafas dos séculos XVIII e XIX.

Rebeca Ribeiro ressalta o valor simbólico da obra. “A Doca não é apenas um ponto geográfico. É um lugar de memória, de encontros, de experiências que atravessam gerações. Revitalizar esse espaço é reconectar passado e presente, criando uma nova relação da cidade com sua história e paisagem urbana.”

Serviço: Entrega do Parque Linear da Nova Doca
Data:2 de outubro (quinta-feira)
Horário:17h30
Local:Avenida Visconde de Souza Franco

Texto de Tamires Amorim

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