
A Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) concluiu a etapa de visitas prévias às comunidades selecionadas para participar do Piauí Sustentável e Inclusivo (PSI). Ao todo, 218 associações foram visitadas nos sete territórios onde há atuação do programa. As entidades escolhidas receberão investimentos para implementar ações de adaptação produtiva. O objetivo das visitas foi conhecer a realidade local e, a partir disso, planejar e executar projetos que fortaleçam a produção sustentável.
Jairo Chagas, superintendente de Projetos Territoriais do Semiárido da SAF, destaca que as visitas foram importantes para avaliar a situação atual das comunidades atendidas pelo projeto.
“Foram realizadas visitas para verificar o nível de organização dessas comunidades, o que elas produzem e as demandas de infraestrutura hídrica que possibilitam a produção de alimentos, tanto para subsistência quanto para a segurança alimentar. Foram 75 municípios visitados em sete territórios de desenvolvimento. Essas visitas possibilitarão a assinatura de termos de colaboração com as associações, que receberão assistência técnica”, explica o gestor.

A SAF está investindo R$ 66 milhões em assistência técnica e possibilitará um investimento total de aproximadamente R$ 100 milhões voltados à produção e à adaptação das famílias às mudanças climáticas. De acordo com o superintendente, o próximo passo será a implementação dos projetos produtivos. Por meio das associações, as famílias receberão assistência técnica, que será responsável pela elaboração e implantação dos projetos, previstos para começar no início de 2026.

Sobre o PSI
O programa Piauí Sustentável e Inclusivo (PSI) é uma iniciativa voltada para melhorar a infraestrutura hídrica e a acessibilidade da população rural do semiárido piauiense. O objetivo é fortalecer a agricultura familiar, promover o desenvolvimento sustentável e aumentar a qualidade de vida das comunidades.
O projeto é desenvolvido com parceria entre a Secretaria da Agricultura Familiar (SAF), a Secretaria do Planejamento (Seplan), a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e o Instituto de Regularização Fundiária do Piauí (Interpi). A meta é beneficiar 60 mil famílias distribuídas em 138 municípios de sete territórios: Entre Rios, Vale do Sambito, Vale dos Rios Piauí e Itaueira, Vale do Canindé, Vale do Rio Guaribas, Chapada Vale do Itaim e Serra da Capivara.

O programa recebe recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) e do Governo do Piauí, sendo US$ 100 milhões do BID, US$ 18 milhões do Fida e US$ 29,5 milhões do Estado.
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