
O Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), unidade gerida pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), abriu as portas neste sábado, 20, das 7h às 11h, em uma programação especial pelo Dia Mundial do Doador de Medula Óssea. A ação contou com doações de sangue e cadastros de voluntários no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).
Entre os presentes, esteve o engenheiro eletricista Lucas Lima, que em fevereiro deste ano recebeu um transplante de medula óssea possibilitado por um doador cadastrado no Redome. Ele fez questão de compartilhar sua trajetória de luta contra o câncer e de esperança após o transplante.
“Descobri o primeiro câncer em 2013, depois de meses em busca de um diagnóstico. Passei por quimioterapias, entrei em remissão, mas em 2021 tive uma nova recidiva e precisei de um transplante. Fiz um autólogo, com minha própria medula, mas não tive sucesso. No ano seguinte, enfrentei outra recidiva e só consegui superar porque recebi a medula de um doador voluntário. Se hoje estou aqui, é porque alguém se cadastrou no Redome. Eu sou a prova de que a doação salva vidas”, relatou emocionado.
A ação também contou com a adesão de novos voluntários. Roberta Miranda, consultora de vendas, foi uma das pessoas que aproveitaram a oportunidade para realizar o cadastro. “Decidi me voluntariar para ser uma possível doadora de medula óssea. Esse gesto pode mudar destinos, salvar vidas e transformar a sociedade, pois muitas pessoas enfrentam diariamente doenças graves do sangue e têm, na doação, a chance real de cura. Hoje, no Dia Mundial da Medula Óssea, convido a todos a se cadastrar como doador, é rápido e simples. Fiz o cadastro de coração, sem esperar nada em troca. Ajudar o próximo faz bem”, afirmou.
A superintendente do Hemose, Fernanda Kelly Fraga, reforçou a importância da mobilização em torno da causa. “Cada cadastro no Redome representa esperança. O Hemose está de portas abertas para acolher voluntários que desejam salvar vidas. O exemplo de Lucas e a atitude de Roberta nos inspiram e mostram que a solidariedade é um caminho real para transformar histórias”, destacou.
O Dia Mundial do Doador de Medula Óssea tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da doação e ampliar o número de voluntários cadastrados. Para ser doador, é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde, preencher uma ficha de identificação e doar uma pequena amostra de sangue para análise de compatibilidade.





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