
A atividades buscam promover o equilíbrio entre os níveis de satisfação e de desempenho do colaborador
Há dois anos, o serviço de Psicologia do Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HSM), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), vem desenvolvendo o Programa Qualidade de Vida no Trabalho. Por meio de diversas ações, a programação busca promover o equilíbrio entre os níveis de satisfação e de desempenho do colaborador.
A psicóloga e coordenadora da iniciativa, Clarisse Missiê, explica que, dentre os impactos observados, destaca-se o fortalecimento de uma relação de confiança entre o profissional e a instituição. “O trabalhador valorizado e satisfeito terá melhores condições físicas e emocionais para prestar um serviço humanizado de excelência”, pontua.
Com foco em cuidar do cuidador, as atividades vêm ganhando, ao longo deste ano, um importante reforço a partir da colaboração de estagiários da área. Semanalmente, são realizadas programações lúdicas junto a grupos terapêuticos, incluindo atendimentos individuais no plantão psicológico. As intervenções estão alinhadas à demanda estabelecida.
“O intuito da proposta é promover qualidade de vida para os colaboradores. A partir dos encontros realizados, podemos avaliar como estão a alimentação, o sono e o lazer de cada um deles, gerando reflexões que possam estimular hábitos mais saudáveis”, ressalta Jackson Alves, estagiário de Psicologia.

Com foco em cuidar do cuidador, as atividades vêm ganhando, ao longo deste ano, um importante reforço a partir da colaboração de estagiários da área
Já Viviane Rufino, também estagiária atuante na unidade, reforça as habilidades incorporadas ao longo do processo. “É uma construção, pois aprendemos muito com os cuidadores que estão, todos os dias, dedicando-se aos pacientes. Por outro lado, estamos levando e aplicando o nosso conhecimento, contribuindo com a saúde mental de quem lida com o sofrimento psíquico de tantas pessoas diariamente”, afirma.
Aos 53 anos, Regina Silva, auxiliar de Serviços Gerais do HSM, revela que, no início, relutou em participar dos grupos terapêuticos, mas, depois do primeiro encontro, não deixou de comparecer. “Estava muito ansiosa após a pandemia e nem percebia o quanto necessitava de ajuda. Com esse acompanhamento, sinto-me acolhida e amparada”, compartilha.
Ainda segundo Missiê, o cuidador está sujeito a atravessar situações capazes de gerar algum adoecimento. Nesse sentido, conforme a especialista, os esforços atuam de forma preventiva.
“Cuidar do cuidador é o nosso maior foco, buscando, além de observar eventuais sinais e sintomas de alerta, superar estigmas que perpassam a nossa cultura e quebrar paradigmas”, esclarece a psicóloga.
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