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Governadora em exercício Mailza abre 6ª Conferência do Idoso

A 6ª Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa teve sua abertura oficial nesta quinta-feira, 21, no auditório da Estácio Unimeta, em Rio Br...

22/08/2025 às 22h27
Por: Redação Fonte: Secom Acre
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Foto: Reprodução/Secom Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre

A 6ª Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa teve sua abertura oficial nesta quinta-feira, 21, no auditório da Estácio Unimeta, em Rio Branco. Com o tema “Envelhecimento multicultural e democracia: urgência por equidade, direitos e participação”, o evento reforça o compromisso do governo do Acre com a valorização e o cuidado com os idosos.

Evento reuniu autoridades, profissionais e idosos para debater o envelhecimento multicultural e garantir direitos com dignidade e saúde. Foto: Alice Leão/Secom
Evento reuniu autoridades, profissionais e idosos para debater o envelhecimento multicultural e garantir direitos com dignidade e saúde. Foto: Alice Leão/Secom

Realizado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), em parceria com Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa (Cedi), o evento, que se estende até esta sexta, 22, tem objetivo de fomentar o diálogo e a construção coletiva de políticas públicas que garantam o envelhecimento com dignidade, autonomia e segurança.

Governadora em exercício reforçou que políticas para idosos precisam estar no centro das discussões e reafirmou o compromisso do governo do Acre com um envelhecer ativo, respeitoso e participativo Foto: Alice Leão/Secom
Governadora em exercício reforçou que políticas para idosos precisam estar no centro das discussões e reafirmou o compromisso do governo do Acre com um envelhecer ativo, respeitoso e participativo Foto: Alice Leão/Secom

Com a presença de delegações dos Conselhos Municipais da Pessoa Idosa dos 22 municípios acreanos, na cerimônia de abertura, a governadora em exercício do Acre e também titular da SEASDH, Mailza Assis, destacou o papel ativo dos idosos na sociedade e a importância de ouvir suas demandas com atenção e respeito. “Esta conferência é um espaço democrático fundamental. Envelhecer com dignidade e cidadania é um direito. É ouvindo vocês que conseguimos planejar um Estado mais justo, inclusivo e preparado para as transformações do tempo. Valorizamos cada passo de quem já construiu tanto pela nossa sociedade acreana”, afirmou.

Seu Tupi avalia que momento integra idosos e pessoas mais novas. “Mostrando para os jovens que eles também podem contribuir”. Foto: Alice Leão/ Secom
Seu Tupi avalia que momento integra idosos e pessoas mais novas. “Mostrando para os jovens que eles também podem contribuir”. Foto: Alice Leão/ Secom

Aos 79 anos, o aposentado Tupinambás Lima, o seu Tupi, também destacou a importância da conferência: “Acredito que vão ‘sair’ mais direitos e cuidados garantidos para nós, além de conscientizar as pessoas jovens”.

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Os avanços do governo federal na política para idosos também foi destacada pelo representante da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), Kenio de Lima. “Viemos buscar propostas, dialogar para formular políticas em prol do envelhecimento saudável e combate à violência contra os idosos”, disse.

Marise Lucena, de 72 anos, enfatizou que o encontro é de “reflexão e de avançar na política para idosos”. Foto: Alice Leão/Secom
Marise Lucena, de 72 anos, enfatizou que o encontro é de “reflexão e de avançar na política para idosos”. Foto: Alice Leão/Secom

“O carimbó me renova”

O grupo Carimbó da Alegria, da Associação Social e Cultural dos Idosos e Familiares do Estado do Acre (Ascifea), com mais de 240 associados, fez uma apresentação.

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Albelice Josefa Silva, de 83 anos, uma das integrantes, diz que gosta de dançar, de se sentir útil e não quer ficar solitária em casa. “Me sinto tão bem trabalhando, dançando. As pessoas precisam entender que não é porque temos mais de 60 anos que ficamos incapazes. O carimbó me renova”, disse.

Grupo de carimbó levou muita dança e alegria à conferência. Foto: Alice Leão/Secom
Grupo de carimbó levou muita dança e alegria à conferência. Foto: Alice Leão/Secom

Mailza destacou ainda que a integração intersetorial reforça o combate a todas as formas de violência, negligência e discriminação. “Falar da política da pessoa idosa é reafirmar que envelhecer não pode ser sinônimo de abandono”, frisou, lembrando que a SEASDH tem atuado com implementação de ações alinhadas ao Estatuto do Idoso e à Política Nacional da Pessoa Idosa.

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Entre as iniciativas desenvolvidas, está a ampliação da Rede de Proteção Social Básica e Especial, que oferece acompanhamento e apoio às famílias, o fortalecimento dos Conselhos Municipais do Idoso e do Conselho Estadual, atividades de inclusão social e o combate à solidão, com atividades culturais, esportivas e lazer.

A representante da Associação Brasileira de Alzheimer (Abras), Maria Bessa, mencionou que o encontro também propõe o combate ao etarismo, caracterizado pela discriminação dos idosos. E a psicóloga Floriza Sobralino encerrou a noite com uma palestra sobre direitos e envelhecer saudável.

Também participaram do evento o vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), deputado Pedro Longo; os deputados estaduais Adaildo Cruz e Afonso Fernandes; e a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa, Ruth Araújo, além de representantes da Defensoria Pública e Ministério Público Estadual.

Realidade

O Brasil possui atualmente cerca de 32 milhões de idosos, e a tendência é que, até 2030, o número seja maior do que o de jovens. Muitos enfrentam violência física, financeira e estrutural. O abandono e a solidão também compõem o cenário do etarismo. O grande desafio é criar políticas públicas aos idosos que promovam inclusão em todas as áreas — inclusive a digital. Cuidar da saúde e garantir o acesso a direitos básicos são bandeiras urgentes.

A 6ª Conferência marca a inclusão, a escuta e a apresentação de propostas que serão encaminhadas às esferas municipal, estadual e federal, com o objetivo de direcionar recursos para políticas públicas que beneficiem os idosos.

Legislação

O Estatuto do Idoso (Lei nº 10.471/2003) estabelece direitos como acesso à saúde, educação, cultura, lazer, proteção social, trabalho e moradia. É fundamental garantir o cumprimento dessas leis e a aplicação de medidas para proteger os idosos de violações de direitos.

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