
Uma quadrilha de emplacamento ilícito de veículos, que atuava em nove cidades e onze estabelecimentos, foi presa na terça-feira (5), em operação da Polícia Civil do Paraná que contou com o apoio técnico do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) nos dois municípios paulistas alcançados pelo esquema: São Paulo e Santo André. As outras cidades envolvidas estão na região metropolitana de Curitiba: a própria capital paranaense, Piraquara, Colombo, Campina Grande do Sul, Pinhais, Fazenda Rio Grande e Guaratuba. A operação foi realizada simultaneamente em todos os municípios. Ao todo, foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão.
As buscas tiveram o objetivo de recolher documentos, mídias e outros elementos capazes de estabelecer a relação entre as empresas autuadas, seus sócios e funcionários e um grupo de organizações especializadas em furto, roubo e revenda de veículos adulterados. Segundo as investigações, o grupo favorecia a atuação dessas organizações, alimentando sua cadeia de crimes.
O Detran-SP, que prestou apoio técnico verificando a situação cadastral das empresas emplacadoras paulistas investigadas e levantando dados relativos à emissão de placas tipo Mercosul, indicou que o estabelecimento autuado na capital já havia tido a sua permissão de funcionamento cassada por infração. Ela atuava agora de modo clandestino na estampagem de placas, utilizando o nome de outra empresa. A emplacadora e seus representantes responderão por dois crimes: exercício de atividade econômica suspensa por decisão administrativa (artigo 205 do Código Penal), com penalidade possível de detenção de três meses a dois anos e multa, e adulteração de sinal identificador veicular (artigo 311 do Código Penal), que pode resultar em reclusão de quatro a oito anos, além de multa.
Já a estampadora de Santo André, vinculada à mesma família que protagoniza a operação, não apresentou nada de ilícito ou irregular na apreensão. Das 11 empresas investigadas, oito pertencem, formal ou informalmente, a membros de uma mesma família.
As investigações tiveram início há um ano, em agosto de 2024, com a apreensão de veículos com sinais identificadores adulterados. Durante as apurações, os policiais civis rastrearam a origem das placas padrão Mercosul aplicadas nos veículos ilícitos, chegando às empresas emplacadoras responsáveis pela estampagem.
A investigação é da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) de Curitiba, que prossegue com o caso. Além de agentes da própria DFRV de Curitiba, a operação contou com apoio da 4ª Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic-SP), ligado à Polícia Civil de São Paulo, do Detran-SP e Detran-PR. A Polícia Civil do Paraná segue com as investigações para apurar a extensão do esquema e identificar todos os envolvidos.
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