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Bolsista do Programa Talento Esportivo, filho de Marilson Gomes segue os passos do pai e tem início promissor

Marilson foi um dos maiores maratonistas do Brasil, tricampeão da Corrida de São Silvestre, bi da Maratona de Nova Iorque e com três Olimpíadas no ...

01/08/2025 às 19h02
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Miguel, de 14 anos, ao lado do pai Marilson Gomes. Foto: Vivian Göltl
Miguel, de 14 anos, ao lado do pai Marilson Gomes. Foto: Vivian Göltl

O ditado popular “filho de peixe, peixinho é” faz total sentido na casa dos Gomes dos Santos. O pai, Marilson, foi um dos maiores maratonistas do Brasil, tricampeão da Corrida de São Silvestre, bi da Maratona de Nova Iorque e com três Olimpíadas no currículo. A mãe, Juliana, foi recordista sul-americana nos 3 mil metros com obstáculos. E o filho do casal, Miguel, de 14 anos, preserva a linhagem de fundistas na família.

O atletismo é parte presente na rotina de Miguel desde a primeira infância, quando acompanhava os pais nos treinos e competições. A pista era o seu parquinho de diversões improvisado. O garoto até se arriscou em outras modalidades, mas não teve como fugir do destino: aos 12 anos, começou a correr.

“O Miguel sempre respirou atletismo em casa, mas o deixamos à vontade para decidir o que queria praticar. Eu e a Juliana pensávamos no atletismo para ele como uma atividade mais lúdica, sem cobrança para competir. Há dois anos ele resolveu se dedicar e a gente apoia essa decisão”, diz Marilson.

Nesta semana, Miguel, que é bolsista do Programa Talento Esportivo, fez sua estreia nos Jogos Escolares do Estado de São Paulo (Jeesp), competição organizada pela Secretaria de Esportes do Estado de SP em parceria com a Federação do Desporto Escolar do Estado de SP (Fedeesp). E deixou uma ótima impressão. Sob os olhares atentos do pai, o jovem “gabaritou” nas duas provas em que disputou na Finalíssima do atletismo sub-14, em Praia Grande: ouro nos 2.000 m e nos 800 m.

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“Pensei que o ouro viria apenas nos 800 metros, que é a prova que eu mais treino, mas que bom que ganhei também nos 2.000 metros. Gostei de participar do Jeesp, pude melhorar meu tempo, aprender coisas novas”, conta Miguel, que cravou o índice para integrar o Time São Paulo, que viaja a Brasília em setembro para a disputa dos Jogos da Juventude.

Miguel curte um privilégio para poucos no esporte. Além da comissão técnica que o acompanha no Sesi em São Caetano do Sul, onde treina, ele aproveita da convivência diária com o pai para extrair o máximo de informações possível sobre alto rendimento.

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“Meus pais são minha inspiração. Sempre que posso converso com meu pai sobre detalhes técnicos. Ele me dá conselhos, aponta onde posso melhorar. Meu sonho é um dia disputar uma Olimpíada, mas pra isso preciso continuar treinando, melhorando, sem pressão para repetir o que meus pais já fizeram”, explica o atleta.

Marilson evita fazer previsões sobre o futuro do filho. Mas ele já enxerga no pupilo predicados que o levaram a conquistas importantes ao longo da carreira. “Desde cedo a gente já observava que ele tinha talento pro atletismo. Ele reage muito rapidamente e tem resistência, características que eu carregava nos tempos de atleta.”

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