
O domingo (29) foi de música, emoção e sala cheia no Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto, o Guairão, em Curitiba. A Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP) apresentou mais um concerto da temporada 2025, reunindo quase 2 mil pessoas para a apresentação com obras de Robert Schumann e Béla Bartók.
Sob a regência da premiada maestra Simone Menezes e com participação especial do violoncelista sérvio Viktor Uzur, o concerto faz parte da agenda de celebrações dos 40 anos da Orquestra, e levou ao público mais um repertório desafiador.
A abertura do programa trouxe a intensidade emocional do Concerto para Violoncelo em Lá Menor, composto por Schumann em 1850, com interpretação de Uzur. O solista, reconhecido por sua expressividade, encantou a plateia com sua entrega e domínio.
O segundo momento da manhã foi dedicado ao Concerto para Orquestra, do compositor húngaro Bartók, obra rica em contrastes e nuances que mistura música urbana com elementos de dança e coloca todos os músicos da orquestra como solistas.
Antes da execução, a maestra falou ao público sobre a estrutura e o contexto da obra. “Bartók escreveu esse concerto durante o exílio nos Estados Unidos, em um momento em que havia deixado para trás sua terra natal, sua carreira e enfrentava o trauma da Segunda Guerra. Para mim, essa peça é como uma saga do herói, uma trajetória de superação. É uma música autobiográfica, que parte da desolação e encontra redenção”, explicou Menezes.
O professor Leonardo Gonçalves Fischer, que já frequenta concertos da OSP há muito tempo, destacou a profundidade da interpretação. “Foi impressionante. A peça é difícil, exigente, mas consegui mergulhar nela. A regência trouxe uma nuance nova. Percebo que há uma estilística diferente quando as mulheres regem, e isso só enriquece a performance”, afirmou.
Para o casal Eliane Aparecida e Reginaldo Oliveira, o concerto representou uma nova experiência com a música sinfônica ao vivo. Eliane, que já conhecia a OSP, levou o companheiro como surpresa. “Eu gostei muito. Sempre assistia no YouTube, mas ao vivo é diferente”, disse Reginaldo. “É agregador, a gente escuta diversos instrumentos e percebe a qualidade de tudo junto. É um tipo de música que merece ser mais explorado”.
O casal citou o dia e horário do espetáculo como diferencial para aproximar o público da orquestra. “É uma proposta que combina com esse tipo de concerto. É uma plateia diferente, mais seletiva, e permite aproveitar o restante do dia”, disse Eliane.
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