
Foi realizada na tarde desta terça-feira, 10, no auditório das Promotorias de Justiça da Capital, a décima reunião de mais um Grupo Reflexivo para Homens, promovido pela 3ª Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher de São Luís, que tem como titular da promotora de justiça Selma Regina Souza Martins, em parceria com a Universidade Ceuma. Este foi o primeiro grupo conduzido pelas duas instituições em 2025 e contou com 22 participantes.
Os Grupos Reflexivos estão previstos na Lei Maria da Penha, que estabelece, em casos de violência doméstica contra a mulher, que a Justiça determine o comparecimento obrigatório do agressor a programas de recuperação e reeducação. No Ministério Público do Maranhão, os Grupos são realizados desde 2020 e já receberam mais de 500 participantes.

Ao longo de 10 encontros, os participantes discutiram temas como a construção do conceito de masculinidade e sua ligação com a cultura em que estão inseridos; o uso de álcool e outras drogas, estabelecendo uma relação com a violência; questões de saúde, incluindo a saúde mental e as relações sociais; e a violência estrutural ao longo da história, bem como as suas influências no ambiente familiar.
Neste último encontro, foi feita uma avaliação estruturada do grupo, no qual os participantes foram estimulados a pensar e debater sobre os impactos que as discussões tiveram sobre eles e de que forma eles puderam evoluir até aqui.
Para a servidora Mônica Nascimento, que coordenou os trabalhos, o objetivo do trabalho nos grupos reflexivos é permitir aos homens a construção de uma nova concepção de relacionamento, não só com as mulheres, mas também com suas famílias e amigos. Ela reforçou, ainda, que o índice de reincidência entre os participantes ao longo destes cinco anos é zero.

A psicóloga e professora do Uniceuma, Cinthia Urbano, explicou que dinâmicas diversas foram utilizadas ao longo dos encontros, que envolveram seis alunos do 9° e 10° períodos do curso de Psicologia. A participação dos estudantes foi uma oportunidade de inserção em um espaço institucional do sistema de justiça, além de permitir o trabalho com questões que são estudadas na academia.
“É uma possibilidade de conhecer, na prática, as contribuições que a Psicologia pode oferecer, além de permitir uma ampliação do olhar desses alunos para todo um contexto social”, explicou.
Redação:CCOM-MPMA
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