
O 33º aniversário do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS), instituição da Secretaria da Cultura (Sedac), foi celebrado na noite de quinta-feira (20/3), em evento no Palácio Piratini, em Porto Alegre. Na ocasião, foi apresentada a nova identidade visual do MACRS e anunciada oficialmente a inauguração de sua sede própria, no 4º Distrito de Porto Alegre, com abertura ao público prevista para agosto deste ano.
A nova identidade visual foi desenvolvida pelo Studio Casa CC, e a chegada da instituição ao 4º Distrito ampliará a sua atuação para além das salas atualmente ocupadas na Casa de Cultura Mario Quintana. O governo do Rio Grande do Sul, por meio da Sedac, investiu mais de R$ 5 milhões na construção da nova sede.
“A cultura é indispensável para preservação da identidade do nosso povo e para formação da sociedade mais próspera, plural e desenvolvida que queremos. A nova sede do MACRS, para além de um espaço de transformação, é mais uma mostra do nosso compromisso enquanto governo que mais investiu em cultura nas últimas décadas”, afirmou o governador Eduardo Leite na cerimônia.
“O investimento na nova sede do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul é uma vitória para a cultura do Estado. Após mais de 30 anos de demanda, finalmente conquistamos um espaço digno para preservar e difundir a arte contemporânea. Esse investimento não é apenas um gasto, mas a valorização da nossa identidade e um legado para as próximas gerações. O MACRS agora tem as condições necessárias para impulsionar a criatividade local e fortalecer a presença da arte no Rio Grande do Sul", afirmou a secretária da Cultura, Beatriz Araujo.
Instalado em um galpão histórico revitalizado no 4º Distrito, o prédio tem projeto assinado pela AT Arquitetura. Em fase de conclusão, a nova sede possui uma área construída de 500 m², sendo 300 m² destinados à galeria principal. O jardim, com mais de 1.800 m², é um dos destaques do espaço e abriga dois bondes históricos restaurados e adaptados para atividades multiuso. O projeto paisagístico, desenvolvido pelos arquitetos Christine Loro e Eduardo Assmann, e o projeto de interiores, de Izabela Pagani, ressaltam a vegetação local e incluem um espelho d’água permeado por esculturas, proporcionando um ambiente acolhedor e culturalmente atrativo.

O evento também contou com a presença da diretora do MACRS, Adriana Boff, e da presidente da Associação dos Amigos do Museu (AAMACRS), Maria Fernanda de Lima Santin, além de empresários, patrocinadores, associados e apoiadores da instituição.
Sustentabilidade como eixo curatorial
Ao longo de 2025, o MACRS dedicará sua programação ao tema da sustentabilidade, que também orientará atividades educativas, de pesquisa, formação e residência previstas para este ano.
“A proposta curatorial para o primeiro ano de atuação do Museu foi elaborada pensando na conexão do MACRS com o território onde está inserido, especialmente abordando questões ligadas à reciclagem, uma das principais atividades da região, e às possibilidades de reflexão por meio da arte contemporânea. Após a catástrofe meteorológica que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024, afetando fortemente o MACRS e toda a região do 4º Distrito, tornou-se imprescindível refletir sobre essa memória. Nesse contexto, a programação inicial aborda temas como memória, fragilidade da existência humana, sustentabilidade e meio ambiente”, explicou a diretora do MACRS, Adriana Boff.
O evento no Palácio Piratini deu início à agenda de abertura oficial do MACRS no 4º Distrito. A exposição inaugural “Aí, Pareciam Eternas”, do artista Nuno Ramos, com curadoria de André Severo, permanecerá aberta ao público por quatro meses. Profundamente marcada pela catástrofe meteorológica de 2024, a mostra convida o público a refletir sobre a fragilidade humana frente à força devastadora da natureza. O MACRS abre suas portas ao público não apenas fisicamente, mas também propõe uma profunda reflexão sobre nossa relação com o espaço, o tempo e a memória.

O artista visual e escritor Nuno Ramos é reconhecido desde os anos 1980 pela potência de suas instalações que exploram temas como memória, ruína e política, utilizando materiais diversos como vidro, areia e fluidos. Sua obra frequentemente aborda questões políticas e sociais, incentivando diálogos críticos sobre ética e sociedade. O artista tem uma relação histórica com o MACRS, sendo autor de uma das primeiras obras incorporadas ao acervo do Museu. Essa obra tornou-se um ícone do MACRS, sendo exibida em diversas mostras ao longo dos anos e registrada em publicação sobre a história do Museu, onde também foi tratado seu restauro.
Mais informações sobre o MACRS podem ser encontradas no site do Museu .
Texto: Ascom MACRS
Edição: Camila Cargnelutti/Secom
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