
A Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) tem implementado diversas ações para combater as ligações clandestinas de água, que geram impactos significativos, tanto ambientais quanto financeiros, além de comprometerem a disponibilidade do recurso hídrico para a população. Entre eles estão o consumo descontrolado, a perda de receita para a Companhia e o impacto na vazão, prejudicando os consumidores regulares.
A Deso arca com custos de produção desde a captação até a distribuição da água, mas parte desse recurso é desperdiçada devido ao consumo excessivo proveniente das ligações clandestinas. Além disso, a empresa realiza estudos prévios para garantir o abastecimento adequado de cada localidade, mas os desvios no percurso ou nas próprias áreas impactam a vazão, fazendo com que algumas residências fiquem sem água.
De acordo com o gerente da Gerência Socioambiental (GESA), Mário Leo de Oliveira Rodrigues, as ligações clandestinas são um dos maiores obstáculos para o abastecimento de água. “Elas criam uma demanda fictícia, dificultando a medição precisa do consumo e comprometendo a distribuição. Isso resulta no desvio de água destinada a usuários regulares, exigindo ajustes constantes no sistema e desequilibrando o balanço hídrico, o que afeta o fornecimento em várias regiões”, explicou.
Para o diretor de operação e manutenção da Deso, Gilvan dos Santos, o consumo descontrolado, sem medição, gera um grande desequilíbrio no abastecimento. “As ligações clandestinas acarretam grandes prejuízos, tanto financeiros quanto operacionais. A perda de receita impede que a Deso invista na expansão e na manutenção do sistema, além de contribuir para o desabastecimento em bairros e comunidades. Esse impacto compromete diretamente a qualidade do serviço prestado à população”, afirmou.
Combate à clandestinidade
O enfrentamento das ligações clandestinas envolve desde fiscalizações pontuais até campanhas de conscientização sobre o consumo responsável, e incentivos para denúncias de fraudes. Recentemente, a Deso firmou parceria com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), onde realizou diversas ações de repressão ao furto de água.
“Temos intensificado o combate com uma série de ações. Em uma abordagem mais ampla, realizamos fiscalizações em parceria com a SSP, prefeituras e Ministério Público, por meio da ‘caça-gatos’, para identificar, notificar e regularizar as ligações irregulares”, destacou Gilvan dos Santos.



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