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Agentes de saúde participam de qualificação sobre o combate à monilíase

O governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), realizou, no período de 26 a 30 de abril, uma capacitação com a...

03/05/2022 às 18h55
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Secom Acre
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Foto: Reprodução/Secom Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre

O governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), realizou, no período de 26 a 30 de abril, uma capacitação com agentes de saúde e o Dia da Monilíase nos municípios de Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima, com foco no controle da doença.

A monilíase do cacaueiro é uma doença extremamente agressiva, que ataca os frutos do cacaueiro (Theobroma cacao), do cupuaçuzeiro e de outras plantas do gênero Theobroma. Causada pelo fungo Moniliophthora roreri, é facilmente disseminada pelo vento e por materiais infectados como plantas, roupas, sementes e embalagens. As perdas na produção podem variar de 50% a 100%, com sérios prejuízos para os agricultores.

Ação visa alertar os produtores acerca dos riscos da doença às plantações. Foto: cedida
Ação visa alertar os produtores acerca dos riscos da doença às plantações. Foto: cedida

A ação, que contou com o apoio das prefeituras locais, teve como objetivo conscientizar a população sobre o estado de emergência no qual o Acre se encontra, devido à localização de um foco da doença monilíase do cacaueiro e cupuaçuzeiro no interior. O treinamento dos agentes faz parte de uma estratégia para disseminação rápida de informações acerca da doença às populações urbanas e rurais.

O Dia da Monilíase, foi realizado nos dias 29 e 30 de abril, em Mâncio Lima e Cruzeiro do Sul, respectivamente, no intuito de conscientizar a população sobre questões referentes à doença, bem como suas formas de controle e prevenção. Equipes da Defesa Vegetal de Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima estiveram distribuindo fôlderes, cartazes e mudas de espécies frutíferas e florestais.

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Arlene da Silva, 44 anos, produtora rural,  diz que não sabia acerca da doença e que agora ficará atenta. “Não estávamos sabendo dessas doenças. Poderia ocorrer na minha plantação. Peguei o fôlder, já tenho acesso às informações”, disse.

Informações e mudas foram compartilhadas em feira com produtores. Foto: cedida
Informações e mudas foram compartilhadas em feira com produtores. Foto: cedida

Dona Maria Jugleide Lima, 60 anos, que também é produtora, afirma que não sabia sobre a existência da doença e falou sobre a importância da divulgação dessas informações. “Com certeza vou ficar atenta. É muito bom ter as pessoas do Idaf para ensinar a gente, porque tem muita coisa que não sabemos”, afirmou.

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Cristiana de Amorim, auditora estadual agropecuária do Idaf, explicou que no início da ação, ainda sob coordenação do Ministério da Cultura, por ser uma praga recém-chegada ao país, o Idaf, que já fazia o monitoramento e o cadastramento de propriedades que tinham o hospedeiro, realizou uma prospecção mais detalhada nas duas localidades, realizando poda e recolhimento de frutos que estavam doentes.

“Fizemos a coleta de frutos no raio de 1 km, onde foi identificada a doença positiva. Essa ação se chama vazio sanitário, retirar de uma área infectada a maior quantidade do hospedeiro pra que o fungo não tenha como continuar progredindo na infecção”, destaca.

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Além dessas medidas, Cristiana ressaltou a montagem de barreiras fitossanitárias para evitar a propagação do fungo para outras cidades do estado e do restante do país, por meio de mudas, frutos ou sementes do cacau e do cupuaçu.

População deve observar indícios da praga e comunicar ao Idaf. Foto: cedida
População deve observar indícios da praga e comunicar ao Idaf. Foto: cedida

“Nos aeroportos estamos realizando campanhas educativas, e recolhimento desse tipo de bagagem que está com trânsito proibido nesse momento”, afirma.

A auditora faz ainda um alerta à população para auxiliar na localização de focos da doença:

“Solicitamos o apoio da população no monitoramento da doença. A monilíase tem um sinal característico, que é cobrir os frutos com um pó branco, muito semelhante a um talco, que se desprende facilmente do fruto quando está atacado. Pedimos que se observe as plantas, principalmente os frutos e informe ao Idaf o mais rápido possível para que possamos eliminar um possível novo foco”.

Os prejuízos da monilíase resumem-se ao setor econômico, não sendo esta nociva à saúde humana.

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