
Foto: Roberto Zacarias / SECOM
O Fundo Estadual do Idoso (FEI), gerido pela Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família e pelo Conselho Estadual do Idoso, garantiu esta semana aparelhos auditivos para idosos de uma instituição de longa permanência . Mas a entrega dos equipamentos foi o capítulo final de uma jornada que começa na inscrição do projeto e num trabalho posterior para atender as demandas desse tipo de organização de acolhimento.
Neste caso, quem foi contemplado com recursos do Fundo foi o Instituto Otovida, que fornece o aparelho auditivo e acompanha o processo de adaptação. Os profissionais vão até as instituições, mapeiam aqueles idosos que podem ter algum problema, fazem a avaliação auditiva, limpeza, tiram o molde do ouvido e selecionam os equipamentos a serem confeccionados.
A secretária de Estado da Assistência Social, Mulher e Família, Adeliana Dal Pont, reforça que projetos como este mostram a importância da doação ao Fundo Estadual do Idoso, que pode utilizar recursos para transformar a vida de milhares de catarinenses. “Este é um lindo exemplo de como o recurso bem aplicado pode mudar a vida de tantos idosos. Por orientação do governador Jorginho Mello, queremos lançar novos editais do FEI e ampliar iniciativas por todo o estado”, disse.

No Lar São Francisco, em Florianópolis, 20 dos cerca de 50 residentes vão receber o aparelho e a chance de perceber os sons ao redor de forma mais limpa e clara. É o caso da dona Martinha, que, aos 99 anos, aceitou realizar o exame e testar o aparelho para ver se consegue se adaptar à novidade nessa etapa da vida.
O diretor Administrativo do Lar São Francisco, Caio Antonaglia, explica que a parceria com o Governo do Estado e a Otovida leva à instituição justamente o que o lugar tanto procura. “Compõe a ideia que o Lar tem de dar dignidade para a vida do idoso, para que ele continue funcional, autônomo nas atividades por mais tempo possível. Promover saúde e dignidade nessa etapa da vida”, afirma o gestor da casa de acolhimento, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana com cuidados em saúde e auxílio de fisioterapia, nutrição, psicologia e educação física.

A fonoaudióloga do Otovida, Luciana Berwanger Cigana, esclarece que sem os recursos do FEI a chegada desses aparelhos aos idosos seria muito mais demorada. “O apoio do Fundo do Idoso é fundamental, porque o Instituto Otovida possui experiência de mais de 20 anos na adaptação de aparelhos auditivos na sua sede. Porém, no projeto nós idealizamos poder ir nos locais e adaptar em pessoas que têm mais dificuldade em se dirigir à sede da Otovida, cadeirantes, muitas pessoas acamadas, com uso de bengala ou andar muito lento. Sem esse suporte do Governo do Estado as pessoas teriam que ser deslocadas até a sede e entrariam na fila do Programa de Saúde Auditiva do SUS (Sistema Único de Saúde), que é uma fila relativamente grande, o paciente demora em torno de dois anos e aí o processo é muito mais longo”, revela a profissional.
E no meio dessa busca por dar qualidade de vida aos idosos, os profissionais se deparam com histórias como a do senhor Domingos, de 92 anos. Ele mora no Lar de Zulma, em São José. Chegou por lá há seis meses, depois que a sobrinha que cuidava dele não conseguiu mais atender as necessidades do tio. O ex-agricultor foi vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) há cerca de 12 anos. Parou de falar e de se comunicar com eficácia. Os profissionais constataram a perda total da audição, com isso ele não se enquadraria nos residentes aptos a receber um aparelho auditivo. Mas se o equipamento não veio, ele foi encaminhado para o curso de Libras (Língua Brasileira de Sinais), onde passa as tardes aprendendo uma nova forma de interagir com as pessoas.
“Ele estar em um projeto de Libras e conseguir ser compreendido pelas outras pessoas. Eu entendo que a gente vai conseguir atendê-lo de uma melhor maneira, com ele tendo acesso à língua de sinais e da mesma maneira ele vai ter a oportunidade de estar com outras pessoas e interagir”, disse a assistente social do Lar de Zulma, Juliane Soares Feubach.
Doe parte do seu Imposto de Renda para FEI
A destinação de parte do Imposto de Renda (IR) para o Fundo Estadual do Idoso de Santa Catarina é uma forma simples e eficaz de contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população idosa do estado, que representa 15,6% de toda a população. Esse gesto solidário permite que recursos que iriam diretamente para a União sejam aplicados em projetos e iniciativas locais voltados ao bem-estar dos idosos catarinenses.
Desenvolviment... Vice-governadora incentiva participação das mulheres na política durante palestra em Balneário Barra do Sul
Desenvolviment... Defensoria Pública de SC lança programa de atendimento remoto a mulheres em situação de violência doméstica e familiar
Fraternidade Campanha da Fraternidade reforça importância do Minha Casa, Minha Vida, destaca Alckmin.
Desenvolviment... Municípios têm até o dia 30 de abril para fazerem prestação de contas da Assistência Social
Desenvolviment... Plano Estadual de Políticas Públicas para Mulheres será colocado em consulta pública no dia 14 de fevereiro
Bolsa Família “Não se trata só de fake news, se trata de crime”, diz Wellington Dias sobre notícias falsas a respeito do Bolsa Família.
Desenvolviment... Casa Catarina avança e já tem obras em diferentes regiões de Santa Catarina
Ascensão Social Em dois anos, pobreza dá lugar a desenvolvimento social e 17,4 milhões de pessoas ascendem de classe.
Desenvolviment... Retrospectiva 2025: CEASA/SC consolida protagonismo nacional, sedia 100º Encontro da Abracen e reforça combate à fome Mín. 26° Máx. 27°

