
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) promoveu, no período de 17 a 25 de fevereiro, diversas atividades como parte da elaboração do Plano de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) do Parque Estadual de Mirador, maior unidade de conservação do estado. O evento reuniu 47 comunidades e 260 moradores do parque.
“O PMIF é um instrumento de gestão de fundamental importância, e quando construído de maneira participativa aumenta a possibilidade de se implementar da maneira correta”, pontuou a superintendente de Biodiversidade e Áreas Protegidas da Sema, Laís Morais Rêgo.
As atividades foram realizadas pela Superintendência de Biodiversidade e Áreas Protegidas e pelo Laboratório de Geoprocessamento da Sema. Foram quatro oficinas comunitárias mediadas pela empresa contratada Aliança da Terra, conselheiros representantes das comunidades e da Caritas Diocesana de Balsas. Além das oficinas, fez parte da programação vistorias técnicas para conhecer em campo os efeitos do fogo no Parque.
Para a gerente de Projetos da Aliança da Terra, Joisiane Mendes Araujo, a fase de planejamento é importante para a elaboração do PMIF, integrando saberes científicos, técnicos e tradicionais. “Durante as visitas técnicas no Parque e oficinas comunitárias, ouvimos diferentes percepções sobre o manejo do fogo, inclusive de mulheres; nossa equipe viu como o modo de vida dessas comunidades contribui para a preservação do Cerrado, e a Sema/MA tem um papel importante nessa aproximação, valorizando quem cuida do território”, destacou.
Durante o encontro, foram abordados aspectos relacionados ao uso do fogo pelos moradores do parque com objetivo de integrar os saberes da comunidade. A ideia é buscar boas práticas de manejo para prevenir e combater incêndios florestais que afetam as espécies e seus ambientes.
Seu Ademir, do povoado Porcos, região do Posto da Geraldina, gostou dos assuntos tratados durante a oficina. “Esse negócio sobre fogo é muito bom. Se vier esse negócio de ensinar a combater, também é muito bom, porque o fogo destrói principalmente o que nós comemos”, explicou.
"O fogo destrói tudo sem dó e nem piedade. Só quem já passou uma noite com medo do fogo chegar em sua casa conhece o que é desespero. O perigo do fogo não é onde nasce, é onde ele finda”, comentou outro morador, o Seu Luiz, do povoado Cabaça, na região do Posto Zé Miguel.
As ações de elaboração do Plano de Manejo Integrado do Fogo integram o programa Comunidades Tradicionais, Povos Indígenas e Áreas Protegidas nos Biomas Amazônia e Cerrado (Copaíbas). O programa Copaíbas é uma iniciativa gerenciada pelo Funbio e executada com recursos da Iniciativa Internacional do Clima e Florestas da Noruega (NICFI), por meio do Ministério das Relações Exteriores da Noruega.
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