
A Procuradoria-Geral do Estado do Maranhão (PGE-MA) está dando passos significativos para organizar e otimizar a gestão de seu arquivo documental, um patrimônio que guarda 55 anos de história. Sob a liderança da Escola Superior da Advocacia Pública (ESAP), o órgão vem investindo em capacitação e resgate histórico para transformar o arquivo em um espaço de memória ativa e funcional, essencial para a defesa dos interesses do Maranhão.
O procurador do Estado, Marcus Bacellar, diretor da Escola Superior da PGE-MA, destaca a magnitude do projeto. “Estamos fazendo um trabalho de resgate histórico da memória dos arquivos da PGE, tanto na parte processual quanto em documentos relevantes para a defesa do Estado”, explica.
Ele enfatiza que o acervo, composto por revistas de tribunais desde 1969 e processos históricos sobre terras e servidores públicos, vai além de um simples depósito de papéis. “Queremos um arquivo com memória e projetos relevantes, que permita acesso rápido aos documentos e respostas ágeis às demandas, além de preservar a história da PGE e do Maranhão”, afirma Bacellar.
Para alcançar esse objetivo, a capacitação dos servidores é uma peça-chave. Recentemente, o servidor Pedro Turibe, com vasta experiência na Procuradoria, ministrou uma palestra à equipe do arquivo. Segundo Bacellar, Pedro é uma figura fundamental nesse processo. “Ele trabalhou no arquivo por muito tempo e conhece processos e momentos históricos relevantes. Sua vivência ajuda a equipe a identificar documentos importantes e a entender melhor a evolução do acervo”, ressalta o diretor.
A iniciativa visa fortalecer a capacidade da equipe em catalogar e recuperar informações, aproveitando a memória institucional de quem viveu o dia a dia do órgão.
Em sua fala, Pedro Turibe trouxe reflexões sobre o impacto da tecnologia na gestão documental e a necessidade de organização do acervo. “É um volume grande de documentos, e essa organização é essencial pelo conjunto de informações que ele carrega”, comenta.
Durante a palestra, ele abordou como ferramentas tecnológicas, incluindo a inteligência artificial, podem potencializar o uso desse material. “Se você tem informação consistente, a Procuradoria ganha eficiência na defesa do Estado”, argumenta Pedro, apontando para um futuro em que o arquivo não seja apenas um registro do passado, mas uma ferramenta estratégica para o presente.
O projeto, que conta com a parceria entre PGE, Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) e a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) reflete o compromisso do órgão em aliar memória institucional e modernização. Com a capacitação em curso e a valorização da experiência de seus servidores, a PGE-MA busca tornar seu arquivo um exemplo de gestão documental, beneficiando tanto a administração pública quanto a história do Maranhão.
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