
Foto: Roberto Zacarias / SECOM
O Parque Estadual do Rio Vermelho é um daqueles lugares onde a natureza intacta mostra sua grandiosidade. Situado no norte de Florianópolis, entre a praia do Moçambique e a Lagoa da Conceição, o espaço foi criado de maneira oficial pelo decreto estadual nº 308/2007 para promover a preservação da floresta, da vegetação de restinga e da fauna associada da Mata Atlântica.
Hoje, o local administrado pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), é uma unidade de conservação de proteção integral. Funciona como o ponto de equilíbrio do complexo hídrico da região, promove ações de recuperação do ecossistema e proporciona pesquisas cientificas e visitação pública com finalidade educacional.

De acordo com o coordenador do Parque, Marcelo Duarte, cerca de 30 mil animais já voltaram saudáveis para a natureza desde que o parque foi criado, com a ação do trabalho de resgate, tratamento e reabilitação. “Mas aí varia muito de mês a mês. O inverno com muitos animais marinhos, ou inverno sem animais marinhos. Mas vai de 500 animais até 2.000 por mês. Então depende da época do ano”, avalia.
Em uma trilha, o visitante tem acesso a animais que vieram para o centro de triagem depois de recuperados pela Polícia Militar Ambiental, pelo Corpo de Bombeiros ou pelo IMA e não têm mais condições de voltar para a natureza com autonomia e segurança. Ali é feito o trabalho de educação ambiental com a explicação de uma guia, que conduz os grupos de visitantes. A intenção é conscientizar e mudar o comportamento das pessoas em relação à natureza. Por lá podem ser encontrados macacos, araras, cobras, corujas, entre outras espécies que foram retiradas do seu habitat por mãos humanas, sofreram algum trauma e não podem mais voltar ao espaço original.

Perto dali, está o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), que recebe os animais silvestres e funciona em parceria entre o IMA e o Instituto Catarinense de Conservação de Fauna e Flora. O trabalho de profissionais contratados e de voluntários busca reverter o quadro em que os animais se encontram e levá-los de volta à natureza. A dedicação é grande, porque em certos casos os bichos precisam ser alimentados a cada 30 minutos.
“O animal passa por uma triagem onde é feita a avaliação e através dessa avaliação a gente decide uma destinação para esse animal. Sendo o berçário para animais filhotes, o ambulatório é para animais que precisam de cuidados médicos veterinários e os recintos para eles passarem pelo processo de reabilitação. E após esse processo de reabilitação, nós decidimos se esse animal ele está apto para soltura ou se, em caso de animais que não podem ser soltos, eles são destinados a locais para ficar sob cuidados humanos”, explica a médica veterinária, Debora Rodrigues de Abreu. Atualmente estão sob cuidados um filhote de tamanduá-mirim, um filhote de ouriço e uma tartaruga Tigre D’água, além de diversas aves.

Entrando mais ainda no parque, encontramos Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM/R3 Animal). Lá, está a Francisca, uma toninha bebê, resgatada no último dia 3 de janeiro na praia do Moçambique. Ela faz parte da espécie de golfinhos mais ameaçadas de extinção no Brasil. Foi encontrada pela equipe da a R3 Animal, que mantém parceria com o IMA e com a Polícia Militar Ambiental.
“Ela é um filhotão de toninha que chegou muito magra, bastante desidratada. Felizmente não tinha nenhuma infecção, nenhuma pneumonia e por isso que a gente conseguiu mantê-la viva até agora. Foram cuidados intensivos, a gente permanece fazendo plantão 24 horas em escalas de 8 em 8 horas com veterinários sempre presentes. Hoje ela já ganhou mais um quilo desde que ela chegou e a gente tá iniciando uma alimentação sólida, com uma fórmula especial de leite, depois passou por uma papa de peixe e agora a gente tá introduzindo, devagarzinho, uma alimentação sólida de peixe, lula, camarão, que é o que ela come na natureza”, esclareceu a presidente da R3 Associação Animal, Cristiane Kolesnikovas.

A toninha Francisca foi encontrada por uma das equipes que diariamente saem do parque para monitorar o litoral da Ilha de Santa Catarina para resgatar animais vivos ou mortos. O local conta com espaço para exames, tratamento e até necrópsia para entender a causa da morte do bicho. Atualmente, o grupo trata da saúde de dois pinguins e diversas aves marinhas como albatrozes, gaivotas e um atobá.
A realização do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma compensação exigida para o licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, para as atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos. Por isso, o funcionamento do local é custeado pela estatal.

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