
Vai ter início em 2025 a execução do Projeto Piauí: Pilares de Crescimento e Inclusão Social - fase II, que vai investir R$ 250 milhões na agricultura familiar, incluindo o desenvolvimento de técnicas climaticamente inteligentes para a produção de alimentos. O projeto atua, ainda, com outros dois objetivos principais: a regularização fundiária e a regularização ambiental.
O Pilares II vai implantar 200 planos de investimentos produtivos e sete planos de negócios, em especial para cooperativas e vai ter atuação em seis Territórios de Desenvolvimento do Piauí: Planície Litorânea, Cocais, Carnaubais, Tabuleiros do Alto Parnaíba e Chapada das Mangueiras.

O superintendente de Projetos Territoriais da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF), Jairo Chagas Júnior, explica que uma das características do projeto é o incentivo à adoção de tecnologias produtivas sustentáveis e inteligentes para o clima.
“A SAF apoiará os agricultores familiares a desenvolverem projetos de inclusão produtiva e inovadora que permitam a produção de alimentos saudáveis em sistemas produtivos de menor custo e adaptados às mudanças climáticas. Paralelamente, apoiará as entidades da agricultura familiar no acesso e consolidação aos mercados, gerando trabalho e renda para as famílias beneficiárias”, explicou.
O Projeto Pilares II tem a coordenação da Secretaria do Planejamento (Seplan) e será executado pela Secretaria da Agricultura Familiar (SAF), Instituto de Terras do Piauí (Interpi) e pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). Os recursos foram obtidos por meio de empréstimo com o Banco Mundial.
“É um projeto muito forte na área de regularização fundiária e regularização ambiental, mas também na implantação de projetos produtivos com sistemas que o Banco Mundial chama de ‘tecnologias climaticamente inteligentes’, que vão permitir uma produção mais sustentável, melhor acesso ao mercado com o menor custo de produção, com redução da emissão de gases de efeito estufa. E priorizando os povos e as comunidades tradicionais, como quilombolas, indígenas, populações ribeirinhas, extrativistas e quebradeiras de coco babaçu, marisqueiras e manjubeiros”, disse.

Projetos para a agricultura familiar somam R$ 1 bi em investimentos
Além do Pilares II, o programa Piauí Sustentável e Inclusivo (PSI) seguirá com seu cronograma de atividades em 2025. Após a seleção de propostas que foram cadastradas por entidades da agricultura familiar em territórios do semiárido, o programa está fazendo as visitas prévias para a elaboração dos projetos de adaptação produtiva.
O PSI tem um investimento de R$ 750 milhões e tem como componentes principais a segurança hídrica, segurança alimentar, acesso a mercado, regularização fundiária e regularização ambiental.
O projeto, que é uma ação conjunta entre a Secretaria da Agricultura Familiar (SAF), Secretaria do Planejamento (Seplan), Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e o Instituto de Terras do Piauí (Interpi), pretende atender 60 mil famílias em 138 municípios de 7 territórios, com recursos financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Fundo de Investimento para o Desenvolvimento da Agricultura (Fida), e o Governo do Piauí.
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