
As equipes técnicas da coordenação de epidemiologia e do Centro de Informações e Vigilância em Saúde (CIEVS) da Secretaria de estado da saúde (Sesapi) chamam atenção para que os municípios piauienses registrem os casos de dengue notificados. Segundo análises das equipes da secretaria, até o momento dos 224 municípios do estado, 74 estão em estado silencioso, sem registrar qualquer notificação.
Segundo o último boletim epidemiológico de dengue da Secretaria de Saúde, na 15° semana epidemiológica, o Estado apresentou um aumento de 610% nos casos de dengue em relação ao mesmo período do ano passado. Ainda segundo o boletim, o Piauí apresentou um aumento superior a 4.000% nos casos de chikungunya.
O Secretário de Estado da Saúde, Neris Júnior, destacou que é essencial que os municípios silenciosos passem a notificar os casos. “Apenas com as notificações sendo feitas, nossas equipes técnicas conseguem verificar a realidade de cada um dos municípios para traçar estratégias, junto a gestão municipal, que possam ser efetivas na redução de novos casos, tanto de dengue como chikungunya”, destacou o secretário.
Buscando melhorar esse trabalho em conjunto com os municípios, membros da coordenação de epidemiologia da Sesapi e do CIEVS estão se reunindo com representante dos municípios piauienses para discutir ações e estratégias contra a dengue, falar sobre sarampo, bem como conversar com os municípios em situação de risco e chamar atenção para a questão das notificações dos casos das doenças.
Amélia Costa, coordenadora de epidemiologia da Sesapi, destaca a importância de ter esse diálogo direto com os municípios. “Nesta quarta-feira nossas equipes estão em Joaquim Pires, reunidos com 23 municípios da Comissão Intergestora Regional da região dos Cocais e com o município de Dom Inocêncio. Vamos trabalhar junto a esses municípios a situação da Dengue e da Chikungunya, tratando de ações relativas a epidemiologia destes agravos, além de ações relativas ao ambiente para o controle da dengue”, explicou a coordenadora.
Ela destaca ainda que além do poder público é essencial a participação da população nesses trabalhos para o enfrentamento da dengue e chikungunya no Estado. “Além da questão das notificações e do enfrentamento ao mosquito com o carro fumacê, é essencial que a população entenda que também precisa fazer sua parte. A literatura e as análises nos mostram que 80% dos criadouros do mosquito estão em ambientes domiciliares. E, para reduzirmos o risco de aumento de novos casos, é necessário que as pessoas limpem bem suas casas, evitando deixar qualquer local propício para se tornar um criadouro do mosquito transmissor”, explica Amélia Costa.
Seguindo esta estratégia, na próxima semana, as equipes da Secretaria de Estado da Saúde deverão se reunir com municípios de mais duas regionais de saúde.
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