
Durante a Semana de Extensão Rural e do Extensionista Rural, promovida pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), desde segunda (2) até esta sexta-feira (6), agricultores de vários municípios protagonizam capacitações ou recebem certificados de atualização tecnológica.
Em alusão ao aniversário de 59 anos da Emater, em 3 de dezembro, e ao Dia Nacional do Extensionista Rural, nesta sexta-feira (6), a Semana é realizada pela primeira vez no território paraense, após ter sido instituída pelo governador Helder Barbalho, em outubro de 2024, com a sanção da lei de nº 10.273, de autoria do deputado estadual Josué Paiva (REP).
Municípios
Em Altamira, na Transamazônica, por exemplo, 50 famílias das comunidades Firma e Travessão do Picadão, na Gleba Assurini, assistem, na manhã desta sexta-feira (6), a uma Demonstração Técnica de Poda de Cacau.
Do outro lado do Pará, em Peixe-Boi, no Rio Caeté, na quinta-feira (5), o escritório local da Emater entregou a 27 criadores de pequenos animais, como galinha-caipira e porco, e plantadores de mandioca da comunidade Bomfim I, na região do Anauerá, os certificados da Oficina de Piscicultura em Tanque Suspenso, além de 30 cadastros ambientais rurais (cars) e 34 cadastros nacionais da agricultura familiar (cafs).
A atividade de cultivo de tambaqui ali começou a ser expandida e inovada nos últimos meses, via demanda da Associação dos Agropecuaristas da Produção Familiar Rural e de Conservação do Meio Ambiente da Comunidade do “Bomfim” I (Anauerá) de Peixe-Boi, Estado do Pará (AACB).
Para o chefe do escritório local da Emater em Peixe-Boi, Thomaz Wellington Silva, a troca de conhecimentos consagra-se por si só: “Quando nos reunimos e visualizamos o que é o resultado da Emater na prática, na concretude, sentimos uma satisfação muito grande, porque isso comprova o quanto a Emater transforma vidas”, diz.
Já em Curionópolis, no Carajás, ainda, na quinta-feira (5), 23 moradores do loteamento Frei Henri, no km 46 da rodovia PA-275, pegaram em mãos as declarações de participação na oficina Hidroponia em Areia. O treinamento consiste em uma unidade de observação (uo) e no uso de areia como substrato, em vez de terra.
“São agricultores com tradição em olericultura e plantio de mandioca, então o que apresentamos é uma alternativa, até para aproveitamento total dos lotes, que são pequenos. A Hidroponia em Areia é um método com vantagens tais quais menos ataque de pragas, adaptação de espaçamento, mais qualidade dos produtos”, resume o chefe do escritório local da Emater em Curionópolis, o técnico em agropecuária Raimundo Jorge Lima.
Texto de Aline Miranda
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