
Na manhã desta terça-feira (03), a titular da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema), Vilma Freire, realizou visita técnica ao Parque Estadual do Cocó para acompanhar de perto a operação de combate ao incêndio florestal na Unidade de Conservação (UC) estadual. O fogo – iniciado na tarde, desta segunda-feira (02) – já foi controlado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE), com o apoio de aeronaves da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Ciopaer/SSPDS) e dos brigadistas da Sema e desde então segue sendo monitorado pelo Comitê Estadual de Prevenção, Monitoramento, Controle de Queimadas e Combate aos Incêndios Florestais (PREVINA).
Acompanhada do comandante-geral adjunto do CBMCE, coronel Wagner Maia e do presidente da Comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento do Semiárido da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Lucinildo Frota, a secretária lamentou o incidente e agradeceu a rapidez e eficiência do trabalho realizado pelos militares e brigadistas. “Infelizmente é mais um incêndio que entristece todos nós cearenses e não tem conexão nenhuma com o incêndio do final de semana, mas nós identificamos rapidamente e acionamos o Corpo de Bombeiros para que fosse debelado o fogo. E continuamos monitorando a área para garantir a segurança ambiental e a preservação do Parque do Cocó”, falou.
A titular da pasta explicou que desde abril o Programa Cientista-chefe Meio Ambiente (Sema/Funcap), lidera um plano para recuperação das áreas atingidas pelo incêndio de janeiro deste ano, além de estudos e estratégias para prevenir futuros episódios. ‘”A gente tem um plano de ação, o Restaura Cocó, que alcança toda a área da Unidade de conservação, 1.556 hectares. Então, todo ele vai passar por uma proteção rigorosa. A gente está trabalhando justamente com o Ministério Público, que está junto nessa ação conosco, os nossos cientistas-chefe que estão analisando e coordenando esse processo para saber o que é possível. Mas, a partir desse trabalho nós já aumentamos a fiscalização por drone, aumentamos a fiscalização de rotina, fortalecemos o Programa Previna, e fizemos os aceiros”, pontuou Vilma.

O documento propõe, portanto, compreender como a dinâmica do Parque atualmente é afetada pelas barreiras físicas (diques, canais, entre outros) geradas no Cocó por salinas que existiam na área e foram desativadas até o início da década de 1980. A partir disso, serão implementadas soluções de restauro ecológico, bem como estratégias de gestão participativa, para incluir e conscientizar a sociedade civil.
De acordo com o biólogo, professor e coordenador do Cientista-Chefe para o Meio Ambiente na Sema, Luís Ernesto Arruda, que também esteve no local, a área atingida pelo fogo é uma região complexa por sua dinâmica “No primeiro semestre ela fica completamente alagada, forma um lago e a partir de agosto ela já seca. Esse capim ele regenera muito rápido enquanto está chovendo, depois ele fica muito seco e aí vira combustível para focos de incêndio”, explicou e pontuou que o Programa já realizou a batimetria do rio Cocó, da Foz até a Br 116 para analisar a dinâmica das marés e prosseguirem com o planejamento de restauro da área.
O comandante-geral adjunto do CBMCE, coronel Wagner Maia deu detalhes sobre a operação. “Ainda estamos com essa ocorrência em andamento, não finalizamos ainda e agora não tem mais fogo, mas tem essa fumaça, porque essa é uma vegetação de turfa, ou seja, é mato seco em cima e raízes, secas também, mas que embaixo tem um pouco de umidade e esse calor faz gerar essa fumaça. Então, o trabalho dos bombeiros e brigadistas hoje é esse, identificar ponto a ponto, cada foco, e fazer a intervenção para que o agente extintor – a água – consiga chegar à profundidade da raiz que está queimando, e a gente só vai sair daqui quando realmente, não tiver nenhum foco de calor e nem de incêndio. O Cocó é um patrimônio ambiental do nosso estado e é nossa prioridade”, destacou.
Sobre as causas do incêndio, o militar destacou que ainda não é possível afirmar. “A mata seca, muito seca, que pode ser fruto, logicamente, de pessoas que podem ter utilizado de maneira indevida, intencional ou não, a gente não sabe isso, por isso que o trabalho pericial é muito importante, mas fica o alerta para toda a sociedade cuidar do Cocó, que é um patrimônio nosso, é de todos os cearenses”, finalizou.
Também participou da visita técnica o deputado estadual Júlio César Filho.

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