Foto: Reprodução/Secom Santa Catarina O Governo do Estado investiu quase R$ 7 milhões para a construção da nova sede. No início de 2022, para apoiar e garantir a conclusão da obra, Carlos Moisés autorizou um repasse de R$ 4,65 milhões. A maior parte foi aplicada no centro cirúrgico e R$ 650 mil foram investidos em energia fotovoltaica. O governo estadual já havia aportado, em 2021, R$ 2 milhões para a compra de máquinas de hemodiálise e R$ 120 mil para equipamentos.
O secretário da Saúde destacou que o novo Centro da Renal Vida é a materialização de uma soma de esforços envolvendo a sociedade, terceiro setor e o poder público com o objetivo de diminuir o sofrimento das pessoas. “A nova estrutura vai viabilizar um tratamento com maior conforto e dignidade para os pacientes renais crônicos, que já sofrem bastante com a enfermidade.”
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“Esta é uma das provas do empenho do Governo do Estado e um olhar atento a todas as demandas, especialmente as da Saúde. É um modelo pioneiro no Brasil e que está servindo de referência ao Ministério da Saúde para que outros Estados também o adotem, um motivo de orgulho por prestar este serviço tão importante aos catarinenses”, enfatizou o secretário.
A estrutura
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O presidente da Associação Renal Vida, Roberto Benvenutti, reforçou que a nova estrutura vai proporcionar mais qualidade de vida ao paciente e familiares. Será mais tecnológica e humanizada. Informou ainda que os pacientes também terão à disposição cursos a distância. Ao chegar receberão um tablet e poderão acessar as aulas on-line.
“Queremos que o paciente passe momentos agradáveis aqui. A nossa ideia é fazer ele entender que não se vive para fazer hemodiálise, mas se faz hemodiálise para viver. Não medimos esforços para oferecer o que há de melhor. Foi uma união de forças para chegarmos ao dia de hoje. Agradecemos também ao governador Carlos Moisés pela sensibilidade que teve com o paciente renal crônico. Ele viu a necessidade de ajudar essas pessoas”, pontuou.
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Para o médico nefrologista Luís Cláudio Francalacci, a nova estrutura representa conforto, principal quesito na obra, além de uma mais acessibilidade, evolução tecnológica e propagação de conhecimento.
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Sobre a Associação
A Associação Renal Vida atua em 71 municípios do Vale do Itajaí e da Grande Florianópolis, atendendo mais de mil pacientes em hemodiálise e diálise peritoneal/mês. São 10,5 mil sessões de hemodiálise mensais e 1.993 transplantes renais acompanhados. Mais de 84% dos atendimentos são pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A entidade também trabalha com tratamentos conservadores aos pacientes com nefropatia crônica (tratamento realizado para tentar evitar que o paciente vá para hemodiálise) e, anualmente, realiza ações de prevenção à doença renal.
O diretor executivo da Associação Renal Vida, Tarcísio Steffen, disse que o dia é histórico não só para Blumenau e Santa Catarina, mas também para o Brasil, pela importância do Centro: “É a realização de um sonho”, definiu.
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Os recursos
Dos R$ 37,1 milhões que a nova sede custou, R$ 26,6 milhões foram aplicados no imóvel, R$ 2 milhões para compra do terreno e cerca de R$ 8,4 milhões em equipamentos. Destes recursos, R$ 21,51 milhões foram de doações da comunidade e empresários. O restante veio por verbas públicas municipais, estaduais e federais.
Até então a estrutura era formada por salas alugadas. Com a nova sede, a Associação terá uma economia mensal de aproximadamente R$ 50 mil reais. Os pacientes serão atendidos no novo Centro a partir da próxima segunda-feira, 2 de maio.
A importância para os pacientes
Cada paciente com falência crônica dos rins necessita de três sessões de hemodiálise por semana, com duração de quatro horas cada. Volnei Trainotti Ewald, 52 anos, é uma dessas pessoas. Há sete anos, descobriu o problema de rins policísticos e neste ano chegou a apenas seis da capacidade, precisando iniciar a hemodiálise.
“Recebemos muito carinho e atenção no atendimento. A Renal Vida é uma segunda família para nós. E essa nova estrutura vem para ajudar ainda mais. Tem horas que é complicado, essa máquina não é fácil. É muito sofrimento, então quanto mais espaço e conforto, melhor” relatou Volnei.
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