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Governo implanta Núcleo de Saúde Indígena e entrega leitos específicos no maior Pronto-Socorro do estado

O Pronto-Socorro (PS) de Rio Branco passa agora a ser uma das únicas unidades de saúde de urgência e emergência do país a oferecer leitos específic...

19/04/2022 às 20h35
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Secom Acre
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Foto: Reprodução/Secom Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre

O Pronto-Socorro (PS) de Rio Branco passa agora a ser uma das únicas unidades de saúde de urgência e emergência do país a oferecer leitos específicos para o atendimento da população indígena. O olhar sensível da gestão sobre a causa e o afinco em garantir a equidade de direitos foram as peças principais para mais uma conquista histórica dos povos originários.

Estiveram presentes as equipes técnicas da Sesacre. Foto: Odair Leal/ Secom
Estiveram presentes as equipes técnicas da Sesacre. Foto: Odair Leal/ Secom

Além da enfermaria, nesta terça-feira, 19, também foi oficializada a implantação do Núcleo de Saúde Indígena dentro do PS de Rio Branco. A estratégia garante a universalidade do sistema único de saúde, o SUS, dando a oportunidade de os povos originários se comunicarem e serem entendidos em sua própria língua.

Chefe do Departamento de Atenção Primária à Saúde (Daps), Érica Fabíola Faria. Foto: Odair Leal/Secom
Chefe do Departamento de Atenção Primária à Saúde (Daps), Érica Fabíola Faria. Foto: Odair Leal/Secom

“A Sesacre tem trabalhado com políticas para poder abranger toda a população. Não temos trabalhado apenas a assistência em si, mas também a ambiência, do acolhimento, onde as equipes trabalham junto às unidades hospitalares”, pontuou a chefe do Departamento de Atenção Primária à Saúde (Daps), Érica Fabíola Faria.

Estrutura, adaptação e respeito

A estrutura conta com dois leitos destinados aos pacientes indígenas, além disso, serão instalados armadores de redes, para aproximar o quanto possível à realidade da aldeia. Também, uma parede será pintada para ambientar o espaço à cultura indígena, utilizando animais que simbolizam a espiritualidade dos povos.

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Também se pensou na adaptação do cardápio, tendo em vista que os indígenas aldeados não têm o hábito de comer carne vermelha ou frango, o que interfere biológica e psicologicamente no tratamento.

“Hoje, dia que o Nawa (não indígena) escolheu para ser nosso dia, temos essa conquista junto ao governo do Estado e Sesacre. Avançamos mais um passo, fortalecemos a Saúde Indígena a nível de Estado com a certeza de que ainda faremos muito. O Acre ainda será uma referência em Saúde Indígena, estamos trabalhando arduamente para chegarmos lá”, destacou o responsável pela área, Vanderson Brito.

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Cultura, espiritualidade e cura

O responsável pela ambientação da enfermaria é o grafiteiro Matias Souza, que levou alguns dias pesquisando uma arte que proporcione ao paciente um sentimento de estar em casa: “50% da cura de um indígena se dá por meio da sua espiritualidade. A proposta que trouxe é montada em cima daquilo que é significativo e importante para os povos, e que, principalmente, abranja a todos eles”, destacou.

À direita a diretora do PS, Dora Vitorino, e sua equipe administrativa. Foto: Odair Leal/Secom
À direita a diretora do PS, Dora Vitorino, e sua equipe administrativa. Foto: Odair Leal/Secom

A diretora do PS, Dora Vitorino, enfatizou a política de humanização no acolhimento da população indígena: “Além de humanizado, esse espaço que é dentro do hospital, mas é pensado de forma para que ele se sinta no ambiente dele, pelo menos parecido, por isso estamos adaptando”.

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Além disso, o coordenador da Rede de Urgência e Emergência (RUE), Edvan Meneses, observa o atendimento às populações prioritárias: “Ao mesmo tempo em que eu penso no indígena, eu também penso no negro, na mulher, na criança e eu consigo ter a humanização dentro do meu ambiente hospitalar e isso é positivo para as respostas em todas as redes”.

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