
Na manhã dessa quarta-feira (6), a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) deu início ao plantio de mudas em 11 pontos ao longo da Área de Proteção Ambiental – APA do Rio Maranguapinho. A ação articulada pela Coordenadoria de Biodiversidade (Cobio/Sema), por meio da Célula de Florestamento (Ceflor/Cobio), em parceria com a Coordenadoria de Políticas Ambientais (Seuma) e a Casa Civil do Governo do Ceará, está sendo executado pela empresa DI Participações e Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda., em cumprimento da compensatória ambiental – compensação ambiental – estabelecida pela Seuma.
De acordo com o titular da Sema, Artur Bruno, serão plantadas 3.439 mudas de espécies ativas semi-arbóreas entre Aroeira, Cedro, Ipê-roxo, Jenipapo, Jucá, Mutamba, Oiti, Pau-pombo, Cajazeira, Timbaúba, Torém, Ubaia, Gonçalo-Alves, Araticum-do-brejo, Angico, Mororó e Caraíba. “O plantio ocorrerá entre o Bairro Canindezinho e a Avenida Fernandes Távora, seguindo o percurso do Rio Maranguapinho, incluindo o espaço ao redor da Brinquedopraça do Maranguapinho”, disse. Explicou ainda que “as mudas foram doadas pela Seuma e serão contabilizadas na Meta de Plantio de 100 mil mudas no território cearense, em 2022, pelo Governo do Ceará”.

A DI Participações ficará responsável pela manutenção das mudas durante o período de 24 meses. No entanto, foi articulado, por meio do representante Cláudio Barreto, da Casa Civil, a participação da comunidade do entorno da APA, nos cuidados com as mudas, e periodicamente, técnicos da Sema farão o monitoramento das mesmas e a roçagem da área. Participaram da ação, articulada pela Ceflor/Cobio, além do representante da Casa Civil, a representante da Seuma, Renata Farias, (Seuma); o gestor do Parque Estadual Botânico do Ceará, George da Justa Feijão, que interinamente, responde pela APA do Rio Maranguapinho, e o técnico, Christopher Morais, da Ceflor/Cobio.
A Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Maranguapinho, criada pelo Decreto Estadual Nº 34.023, de 5 de abril de 2021. Com área total de 1.780ha e perímetro de 68,07km, está inserida na Bacia Hidrográfica, na Região Metropolitana de Fortaleza, e com áreas distribuídas nos municípios de Maracanaú, Maranguape e Fortaleza. Trata-se de uma Unidade de Conservação (UC) estadual da categoria Uso Sustentável.
A compensação ambiental é um mecanismo financeiro que visa contrabalançar os impactos ambientais previstos ou já ocorridos na implantação de um empreendimento, tem por objetivo compensar a sociedade e o meio ambiente como um todo, pelo uso autorizado de recursos naturais por empreendimento de significativo impacto ambiental.

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