
Em cerca de três meses desde o início das ações de desassoreamento e revitalização do Rio Una, em Taubaté, foram recolhidos mais de 5,1 mil m³ de material do leito do rio. O número representa cerca de 44% do total programado, de 11,6 mil m³. O projeto é executado pela Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística ( Semil ), por meio do Departamento de Águas e Energia Elétrica ( Daee ). A titular da pasta, Natália Resende , esteve na área de intervenções na terça-feira (27) para acompanhar o andamento do trabalho, que deve ser concluído no final deste semestre.
Parte do projeto Rios Vivos – que recupera leitos de cursos d’água e garante melhoria dos índices ambientais e novos investimentos –, a revitalização do Rio Una é um investimento de R$ 1 milhão que, ao fim, terá retirado o equivalente a 830 caminhões do tipo caçamba cheios (11,6 mil m³), ao longo de 2 km de extensão.
Cerca de 30% da água consumida em Taubaté, município com aproximadamente 320 mil habitantes, vem do Una. A previsão de conclusão das obras, iniciadas em novembro do ano passado, é maio desde ano. “Esse é um trabalho muito importante, que melhora o escoamento, melhora a vazão dos rios, e a disponibilidade hídrica, uma vez que 30% do abastecimento de Taubaté vem desse curso d’água”, avaliou a secretária.
“Ainda neste semestre vamos concluir essa obra e iniciar a próxima no rio Itaim. Em parceria com as prefeituras, queremos levar, com o Programa Rios Vivos, mais segurança e qualidade de vida para a população. Com os rios desassoreados, garantimos mais vazão, e fluxo para o curso d’água, contribuindo para o abastecimento público”, analisou.
Rio Itaim
Outro rio em Taubaté, o Itaim, também receberá ações do Rios Vivos. As intervenções estão programadas para começar ainda no primeiro semestre deste ano. Do Itaim, devem ser retirados cerca de 5,8 mil m³, o equivalente a 400 caminhões com 14 m³ de capacidade cada. O valor estimado é de R$ 678,6 mil.
Nas regiões próximas a Taubaté (Vale do Paraíba e Litoral Norte), o Rios Vivos já recuperou cursos d’água em Lagoinha (Rio Botucatu), Cruzeiro (Córrego Barrinha e afluentes), São Luiz do Paraitinga (Rio Paraitinga) e Caraguatatuba (Rio Juqueriquerê).
Investimento de R$ 172 milhões
Atualmente no seu segundo ciclo, iniciado no fim do ano passado, o Rios Vivos deve revitalizar 240 cursos d’água – entre córregos, riachos, ribeirões e rios – em 130 municípios paulistas, totalizando R$ 172 milhões em investimentos até o final de 2024. No primeiro ciclo, finalizado em 2023, houve intervenções em 97 municípios e 130 cursos d’água. A adesão dos municípios pode ser feita pelo site do DAEE.
O principal objetivo do Rios Vivos é, em resumo, melhorar a qualidade da água nas bacias hidrográficas do Estado de São Paulo. As obras de desassoreamento e intervenções de recuperação melhoram a vazão dos rios e assim regulam melhor as cheias, evitando inundações; preservam os ecossistemas locais, ajudando a garantir o abastecimento humano; ampliam as opções de lazer; além de propiciarem a atração de novos investimentos e infraestruturas urbanas de baixo impacto para o entorno dos cursos d’água.
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