
As ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a Dengue, Chikungunya e Zika, em Nova Iguaçu, foram reforçadas em todas as regiões da cidade. Equipes da Superintendência de Vigilância Ambiental em Saúde (Suvam) estão atuando com agentes de endemias nas ruas em visitas a imóveis residenciais e comerciais. Além disso, o carro fumacê também está fazendo o controle nas regiões com maior incidência de casos notificados, como Posse, Vila de Cava e Figueira.
No primeiro relatório de 2024 do LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti), a taxa de incidência de infestação é de 1.8%, o que deixa o município em estado de alerta. O ideal seria abaixo de 1%, e o limite máximo é 4%. Em Nova Iguaçu, até o momento, foram 451 notificações, sendo 222 confirmados e nenhum óbito. A taxa de incidência está em 97,34 por 100 mil habitantes.

Outra estratégia para conter o avanço da doença é a intensificação do trabalho dos agentes de endemias com o tratamento perifocal, que consiste na aplicação de inseticida em locais com maior tendência de infestação por acúmulo de água parada, como cemitérios, ferros-velhos e borracharias.
“Estamos com uma força-tarefa, unindo esforços de todos os órgãos para, juntos, vencermos essa luta contra o mosquito. São ações que vão desde a capacitação dos profissionais de saúde até a criação de um plano estratégico de atendimentos nas unidades básicas, de urgência e emergência, e a possibilidade de criação de salas de hidratação, conforme o aumento e agravamento de casos. Mas é importante também que cada um faça sua parte, fiscalizando sua residência e eliminando qualquer possível criadouro do mosquito, como tampinhas de garrafas, garrafas abertas, caixa d’água, entre outros”, alerta o médico e secretário municipal de Saúde, Luiz Carlos Nobre Cavalcanti.

Dentro do plano de enfrentamento foram criados grupos para o atendimento de pacientes com sintomas. Os grupos A e B são de pacientes considerados não graves, sem complicações ou que podem evoluir para complicações, o atendimento será nas unidades básicas de saúde. Já no grupo C, de pacientes com sintomas de alarme, o atendimento será feito nas Upas municipais. No grupo D, de pacientes com sintomas graves, que precisam de internação, o atendimento será no Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI).
Os números da dengue em Nova Iguaçu podem ser acessados por toda população através do aplicativo do Rede CIEVC, que disponibiliza informações atualizadas dos dados epidemiológicos da cidade, áreas com maior incidência, informações sobre a doença, sintomas e formas de prevenção. O aplicativo está disponível para celulares Android e também pode ser acessado pelo link: cievs-nova-iguacu.glide.page .
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