
O objetivo é reduzir a mortalidade materna no Amazonas
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), realizou, nesta quarta-feira (30/03), a abertura do Seminário Estadual de Alinhamento das Metas do Termo de Execução Descentralizada nº 97, instrumento que formaliza o papel da União, do Estado e dos municípios para a redução do número de óbitos de mulheres durante a gestação ou até 42 dias após o parto.
Durante a abertura, o secretário de Estado de Saúde, Anoar Samad, destacou a participação de 11 municípios do Amazonas no projeto de telemonitoramento do Pré-Natal de Baixo e Alto Risco.
“O objetivo é reduzir a mortalidade materna e neonatal no estado, a partir de uma plataforma de monitoramento das gestantes. Essa é uma prioridade do Governo do Amazonas, em garantir uma atenção especializada considerando nossas características geográficas. Sabemos que o monitoramento e a intervenção precoces são as medidas eficazes para melhorar a saúde materna e vamos seguir colocando em prática o programa Saúde Amazonas para avançar na garantia do acesso aos serviços em todo o interior do Estado”, ressaltou o secretário.
Foram selecionados para o projeto de telemonitoramento os seguintes municípios: Barcelos, Coari, Itacoatiara, Jutaí, Manaus, Manacapuru, Maués, Parintins, São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga e Tefé.
Participaram da abertura do seminário o superintendente do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), Juscimar Carneiro; a diretora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ione Rodrigues Brum; a coordenadora-geral do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (Dapes) do Ministério da Saúde, Lana de Lourdes Aguiar Lima; além dos secretários executivos da SES-AM, secretários municipais de saúde e diretores das maternidades.
A coordenadora-geral do Dapes lembrou a importância da responsabilidade tripartite na saúde pública no país e, também, como o trabalho desenvolvido no Amazonas pode servir de modelo para outras regiões.
“O Amazonas é um local específico. E temos o potencial de levar essa experiência que criamos para ser uma ação estratégica para outros locais, com essas especificidades do nosso país e, quiçá, para o mundo. A proposta do telemonitoramento obstétrico é que os três entes do SUS trabalhem de forma cooperativa. Trouxemos o apoio da Universidade Federal do Amazonas que, como academia, tem a responsabilidade de apoiar a sociedade. A Ufam foi escolhida pelo Ministério da Saúde por ter a expertise que possui”, afirmou a médica.
Programação – O seminário também contou com a apresentação dos temas relevantes para a vigilância e da atenção primária em saúde, como o perfil da mortalidade materno-infantil no Amazonas, a mortalidade materna no contexto indígena e o monitoramento da sífilis e HIV na gestação.
Outros temas abordados foram a atenção especializada na rede materno-infantil, a cobertura dos leitos neonatais, o acesso à rede e a abordagem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na rede materna.
A programação segue nesta quinta e sexta-feira (30/03 e 1º/04), com a visita técnica a sala de monitoramento obstétrico do HUGV e da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa); e reunião com os gestores da SES-AM, Semsa e do hospital universitário.
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