Economia Acre
Sefaz participa de debate sobre incidência do ICMS nos combustíveis
Congelamento do imposto desde novembro sugere alta de preços associada à política de preços da Petrobrás A alteração da tributação sobre combustíve...
23/03/2022 17h05
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Secom Acre

Congelamento do imposto desde novembro sugere alta de preços associada à política de preços da Petrobrás

A alteração da tributação sobre combustíveis despontou como uma das pautas discutidas em reunião do Fórum de Governadores, realizada nesta terça-feira, 22, por meio de uma videoconferência. O secretário de Estado da Fazenda, Amarísio Freitas, integrou o debate enquanto membro do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

No encontro, foi destacado que os estados haviam congelado o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre combustíveis até novembro de 2021, e prorrogado, mediante Convênio ICMS nº 001/2022, até 31 de março de 2022.

Todavia, mesmo com o referido congelamento promovido pelos estados, tornou-se evidente que a alta dos combustíveis não é resultado direto da tributação ou concorrência do ICMS, pois a redução não tem chegado ao preço final cobrado ao consumidor, pelo contrário, tem sofrido aumentos sucessivos. Isso sugere que o aumento está associado diretamente à política de preços da Petrobrás, fato este que vem sendo reiterado contundentemente pelo governador Gladson Cameli nos últimos meses.

Continua após a publicidade
google.com, pub-9319522921342289, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Em contrapartida, os efeitos desta fixação se refletiram diretamente na economia dos estados, uma vez que cerca de R$ 1 bilhão deixou de ser arrecadado todos os meses, desde então.

No estado do Acre, com os impactos na arrecadação, o percentual de reajuste e benefícios aos servidores públicos estaduais acabou tendo sua viabilidade e o devido cumprimento comprometidos.

Continua após a publicidade
google.com, pub-9319522921342289, DIRECT, f08c47fec0942fa0
O encontro destacou que, mesmo com o congelamento do ICMS nos estados, o preço do combustível continua em alta. Foto: Ascom/Sefaz

“A não observância a esse cenário poderia até gerar transtornos em proporções ainda maiores em nossa economia se o Estado não seguisse agindo com prudência e diligência criteriosa nas medidas adotadas sobre essa questão”, disse o secretário de Estado da Fazenda, Amarísio Freitas.

Ainda assim, com as implicações estabelecidas pela legislação, que prevê a tributação monofásica do ICMS (Lei Complementar nº 192), os governadores decidiram prorrogar por mais 90 dias o congelamento do tributo sobre a gasolina, etanol e gás de cozinha.

Continua após a publicidade
google.com, pub-9319522921342289, DIRECT, f08c47fec0942fa0

A previsão é que uma reunião em caráter extraordinário seja realizada nesta quinta-feira, 24, visando a implementação de um novo convênio, com a devida prorrogação do congelamento do ICMS, dessa vez até o dia 30 de junho de 2022, bem como definição de alíquota única para o diesel.

Por sua vez, segundo grupos técnicos das secretarias da Fazenda de todo o país, a alíquota uniforme sobre o diesel implicaria em aumento de carga tributária. Os estados com menor carga tributária, por exemplo, precisariam elevar suas incidências até o patamar que garanta a arrecadação dos estados com maiores cargas, para se chegar a uma alíquota cuja geração de recursos seja de tamanho percentual uniforme em todo o território nacional.