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Brasil ocupa 8ª posição no ranking dos 10 países que mais geram energia solar
O ranking é extraído de relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena)
15/05/2023 10h26
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Agência Dino

Após terminar o ano de 2022 com a marca de 24 GW de potência operacional de energia solar, o Brasil conseguiu entrar no ranking dos 10 países que mais acumulam potência instalada oriunda da fonte solar. Essa é a primeira vez na história que o país participa dessa lista, segundo o portal CNN Brasil.

Por conta do resultado no encerramento de 2022, o Brasil atingiu a 8ª posição no ranking. Isso significa que o país superou 5 posições na classificação global desde 2021, quando estava na 13ª posição.

Atualmente, antecedendo o Brasil, estão somente a China, com 391 GW; Estados Unidos, com 111 GW; Japão, com 78,8 GW; Alemanha, com 66,5 GW; Índia, com 62,8 GW; Austrália, com 26,7 GW e Itália com 25 GW.

Para concluir a lista dos 10 países, depois do Brasil, a Holanda conta com 22,5 GW, e a Coreia do Sul, com 20,9 GW.

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Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a lista é criada com base em dados sobre a potência obtida até o final de 2022. As análises consideram a soma de sistemas fotovoltaicos de geração própria instalados em fachadas de prédios, telhados e terrenos de pequeno porte, bem como usinas solares de grande porte.

Ainda conforme a Absolar, em veiculação no portal Época Negócios, o país só conseguiu subir 5 posições e estrear no ranking na 8ª posição porque, em 2022, foram acrescentados 10 GW de potência ao que já vinha sendo acumulado dos anos anteriores.

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Isso decorre do aumento de investimentos realizados no segmento, com alta de 64%, em comparação a 2021. Apenas em 2022, o mercado de energia solar obteve mais de 45,7 bilhões de reais em investimentos novos. Tudo isso denota o potencial de crescimento que o setor apresenta nos últimos anos, sem perder força, conquistando mais espaço para a geração de energia limpa no país.

A partir de janeiro de 2023, a fonte fotovoltaica se tornou a 2ª maior em toda a matriz elétrica do país, o que representa quase 800 mil empregos acumulados desde 2012 e quase 130 bilhões de reais em investimentos.

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Conforme ressalta o presidente do Conselho de Administração da Absolar para a CNN Brasil, “Além de competitiva e acessível, a energia solar é rápida de instalar e ajuda a aliviar o bolso dos consumidores, reduzindo em até 90% seus gastos com energia elétrica”.

Na lista dos top 10 países, as primeiras 5 colocações não tiveram alteração nesse último balanço, pois a China, os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha e a Índia já frequentavam as mesmas posições, conforme a Absolar.

Em contrapartida, assim como o Brasil teve mudança na classificação, a Austrália subiu de posição e conquistou o 6º lugar, posição que antes era ocupada pela Itália, que foi rebaixada para a 7ª posição.