Diversos países têm enfrentado racionamento e crises energéticas por diferentes motivos que vão além do ambiental. Essas situações evidenciam a importância dos moradores se planejarem para um plano B, que possa garantir o abastecimento quando a companhia responsável não conseguir prover.
Detalhes sobre como está a situação do abastecimento em alguns países:
- Havana, a capital de Cuba, havia anunciado cortes de energia em agosto devido à crise energética que o país enfrenta. A programação era de interromper o abastecimento das 10h às 14h a cada três dias;
- A China também enfrentou uma crise de abastecimento em 2022 causada por uma onda de calor que causou escassez de energia. Cerca de 20 siderúrgicas suspenderam as operações e o racionamento atingiu residências, escritórios e shoppings;
- Na Ucrânia, os ataques russos decorrente da guerra, que começou em fevereiro de 2022, destruíram 30% das estações de energia elétrica ucranianas em oito meses. Com isso, foram necessários desligamentos de energia que prejudicaram a vida dos moradores que continuam no país;
- Também ligada aos conflitos na Ucrânia, outros países europeus sofrem as consequências energéticas causadas pela invasão do país. A Europa recebe importação de combustíveis fósseis russos e trabalha para se tornar independente desse abastecimento até 2027. No entanto, a guerra reduziu as importações, colocando os países que as recebiam numa crise energética;
- A África do Sul enfrenta uma crise energética que deixou algumas regiões sem luz por até 12 horas consecutivas. Um dos motivos para os apagões é que o fornecimento do país é baseado no carvão mineral, mas as usinas estão deterioradas e precisam de reparos urgentes. Danos na rede elétrica e o endividamento da empresa pública responsável pela distribuição, Eskom, também contribuem para a crise. Uma curiosidade deste caso é que a Fórmula E, uma categoria automobilística focada em promover energia renováveis, aconteceu no país em fevereiro deste ano.
Essa realidade não é exclusividade de países estrangeiros, no Brasil durante os períodos de estiagem, que duram de maio/junho a setembro/outubro, pode haver racionamento hídrico e elétrico. A energia elétrica é afetada pois 90% da energia gerada no país vem das hidrelétricas.
Elaborar um plano B
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A principal maneira de evitar grandes problemas com desabastecimentos é buscar se preparar para eles. Em alguns casos, como na Ucrânia, é impossível se proteger da falta de energia pois se trata de uma situação extrema, mas em outras circunstâncias, como estiagem e crises com a empresa de distribuição, a precaução pode reduzir os danos.
O especialista em grupos geradores da franquia Energ, Bruno Teixeira Moreira, explica que ficar atento ao contexto social, tendências e as notícias é uma forma de encontrar sinais que alertam para desabastecimentos.
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“No Brasil, os meses de estiagem sempre são um alerta vermelho, principalmente quando as reservas ficam muito baixas”, alerta Teixeira. “Uma das formas de se prevenir é sempre ter um gerador em casa ou no local de trabalho. Muitas pessoas pensam que esse é um gasto, mas um gerador se torna um investimento quando é necessário enfrentar longos períodos de racionamento ou blecautes constantes”, finaliza o especialista.