Economia Negócios
Fotografar bagagens é ação preventiva e protetiva para viajantes internacionais
Empresa especialista em seguro-viagem aconselha que clientes registrem fotograficamente suas bagagens nos aeroportos
13/04/2023 12h10
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Agência Dino
Freepik

As brasileiras Jeanne Paollini e Kátyna Baía permaneceram presas na Alemanha do dia 05 de março até o último dia 11 de abril, pois tiveram as malas trocadas por bagagem com drogas no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, onde embarcaram para uma viagem de férias. Segundo a Polícia Federal, a suspeita é que elas tenham sido vítimas de um esquema de traficantes que trocaram as identificações. Elas ficaram presas em um presídio feminino em Frankfurt - cidade localizada na região central da Alemanha por mais de um mês. A apresentação de provas que as isentassem do golpe sofrido foi primordial para que obtivessem a liberação e fossem inocentadas.

A preparação para uma viagem internacional envolve uma lista interminável de tarefas que precisam ser realizadas para uma viagem segura. A maioria expressiva dos viajantes habituais entram em contato com seu banco para destravar cartões de crédito para uso no exterior, providenciam hospedagem e locação de veículos, compram ingressos ou acessos e contratam um seguro de viagem. Mas existe um procedimento feito por poucos que faz toda a diferença: tirar uma foto de sua bagagem, incluindo as etiquetas, a pesagem e todo o conteúdo visível.

As companhias aéreas lidam cotidianamente com muitos atrasos, cancelamentos e com malas extraviadas. Ter em mãos uma prova irrefutável de seus pertences é algo que irá ajudá-lo a receber uma compensação caso sua bagagem despachada não chegue ao destino ou chegue danificada.

Na maioria dos países, as companhias aéreas seguem regulamentações bastante rigorosas e são obrigadas a compensar os passageiros caso suas malas sejam danificadas, sofram atraso ou sejam perdidas. As companhias aéreas também são obrigadas a compensar os passageiros por despesas decorrentes, que sejam verificáveis e reais referente ao período em que suas malas permaneceram extraviadas ou atrasadas, sujeitas aos limites máximos de responsabilidade.

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Essa compensação geralmente é usada pelos viajantes para cobrir o custo de itens necessários durante a viagem, como roupas novas, artigos de higiene ou outros bens essenciais. Se um viajante compra itens enquanto sua bagagem segue atrasada ou extraviada, é importante guardar os recibos para formalizar sua reclamação posteriormente e obter ressarcimento.

Quando a bagagem de um viajante segue perdida, a providência é entrar em contato com a companhia aérea, pois as regras variam. No entanto, a maioria das companhias aéreas considera uma bagagem como perdida entre cinco e quatorze dias após o voo. Para reclamações de bagagem perdida, as companhias aéreas podem exigir recibos ou outras provas de itens valiosos que estavam nas malas perdidas.

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Já do ponto de vista criminal, ter produzido registros do real conteúdo transportado, torna-se um documento que não poderá ser contestado, principalmente quando somado a outras comprovações como pesagem e a busca de imagens em câmeras internas.

Ricardo Mendonça, diretor da Next Seguro-Viagem, empresa paulistana especialista na comercialização de apólices de seguro-viagem, diz que a recomendação é para que “os clientes tirem fotos de sua bagagem e dos itens embalados, assim como dos objetos de valor. Devem também tirar uma foto da etiqueta da bagagem, tudo isso antes de ir para o check-in. No check-in, se possível, devem tirar uma foto da pesagem realizada. Esses registros somados podem ajudar a equipe da companhia aérea a rastrear onde suas malas extraviadas podem estar. Além disso, o viajante estará blindado com provas robustas de sua idoneidade caso sofra algum golpe e tenha as etiquetas de suas malas trocadas por criminosos que pretendem enviar ilícitos ao exterior. Aconselhamos sempre muita prudência e a prévia produção de registros que comprovem a isenção.”

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