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Cidadania italiana pode ser obtida por duas vias diferentes
O Brasil tem cerca de 25 milhões de brasileiros de ítalo-descendentes; consultora explica as diferenças entre os processos de obtenção de cidadania...
06/04/2023 23h25
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Agência Dino
Foto: Reprodução

Em média, 25 milhões de brasileiros são ítalo-descendentes. Destes, muitos sonham com a cidadania italiana por várias razões, seja por conta de uma forte ligação emocional com a Itália ou porque o direito oferece vantagens e direitos econômicos, legais e culturais, como a livre circulação na Europa, acesso a serviços públicos, proteção social, direitos de herança, acesso a empregos e oportunidades educacionais.

Além disso, muitos descendentes de italianos desejam preservar a herança cultural dos seus ancestrais, mantendo-a viva, e almejam as oportunidades disponíveis no país, como as chances de trabalhar ou empreender.

Nesse panorama, os interessados em iniciar a busca pela cidadania italiana se depararam com duas possibilidades: iniciar o reconhecimento pelas vias administrativa ou judicial. Quais as características de cada uma delas? 

Lilian Ferro, CEO da Simonato Cidadania, consultoria para o reconhecimento de cidadania italiana, explica que as diferenças entre os processos de obtenção de cidadania pelas vias administrativa e judicial são “tempo”, “custo” e “disponibilidade”.

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“No caso do processo administrativo, o requerente deve ir para a Itália e residir durante o período do processo que costuma levar, em média, de 3 a 6 meses. Neste tempo, a pessoa não pode trabalhar e precisa se custear ao longo de todo o período”, explica. “Este processo tem um custo maior e exige disponibilidade, mas a vantagem é que o tempo é mais rápido”, pontua.

Já o processo judicial, por sua vez, leva em média de 8 meses a 1 ano e 6 meses de duração, mas não exige que o requerente esteja em solo Italiano, e o custo é menor, complementa Ferro.

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A CEO da Simonato Cidadania destaca que, após a pandemia, o processo judicial tem sido o mais procurado para a obtenção da cidadania italiana, pois permite que a pessoa siga com a sua vida pessoal e profissional.

Além disso, o modelo [judicial] favorece que a pessoa ganhe tempo para uma projeção de futuro no exterior. “O outro motivo de procura é a possibilidade de fazer esse processo com um grupo de pessoas da família, diminuindo os custos para todos”, afirma. 

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Segundo os dados mais recentes divulgados pelo Eurostat, gabinete de estatísticas da UE (União Europeia), 729 mil pessoas obtiveram a cidadania em um Estado-membro da UE em 2020, um avanço de 3% em comparação ao ano anterior - 24 mil brasileiros. Destes, 19,6% reivindicaram a cidadania italiana.

Para mais informações, basta acessar: https://www.simonatocidadania.com.br/