Educação Amazonas
Escola estadual de Tabatinga será a primeira do interior a implementar programa cívico-militar
O modelo de escola cívico-militar tem o objetivo de aumentar a qualidade de ensino nas escolas e promover a equidade na educação.
16/03/2022 17h00
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Secom Amazonas

Unidade realizou consulta pública sobre adesão

A Escola Estadual Conceição Xavier, no município de Tabatinga (a 1.108 quilômetros de Manaus), realizou uma consulta pública com pais, responsáveis e funcionários a respeito da participação no Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim). Com a participação positiva, a escola será a primeira do interior a entrar no programa.

A consulta apontou que o programa foi aceito por 98% dos pais e 100% dos funcionários da unidade. O modelo de escola cívico-militar tem o objetivo de aumentar a qualidade de ensino nas escolas e promover a equidade na educação. O ingresso dos militares na unidade da Secretaria de Estado de Educação e Desporto está previsto para acontecer até o fim deste primeiro semestre.

Kuka Chaves, secretária de Estado de Educação e Desporto, diz que a adesão gera uma inclusão necessária. “Tabatinga está na tríplice fronteira, em uma rota que pode oferecer possibilidades diferentes do que acreditamos que a educação leva, e o modelo cívico-militar certamente vai gerar resultados positivos, tanto que foi muito bem aceito pela comunidade escolar”, destaca.

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A escola foi indicada por receber alunos em vulnerabilidade social, com desempenho abaixo da média estadual no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), além de ter mais de 800 alunos cursando o Ensino Médio, requisitos para o ingresso no Pecim.

Programa

O Pecim foi lançado em setembro de 2019, pelo Governo Federal, fruto de uma parceria entre os ministérios da Educação (MEC) e da Defesa, com a proposta de melhorar o processo de ensino-aprendizagem nas escolas públicas.

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O modelo de gestão na área educacional, didático-pedagógica e administrativa é uma iniciativa do Governo Federal desde 2020, cuja proposta do MEC aposta na gestão compartilhada entre militares e civis.

As áreas de abrangência são divididas em três: a área didático-pedagógica, a área educacional e a administrativa. Na didático-pedagógica, as atividades de supervisão escolar e psicopedagogia serão inseridas na grade para melhorar o processo de ensino-aprendizagem preservando as atribuições exclusivas dos docentes.

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Na área educacional há o fortalecimento de valores humanos, éticos e morais, e ainda incentivo à formação cidadã do estudante, além de promover a sensação de pertencimento no ambiente escolar. Já a área administrativa visa aprimorar a infraestrutura e a organização da escola, utilizando recursos disponíveis na unidade escolar.

Os militares vão realizar as tarefas nas três áreas. O governo preserva a exclusividade das atribuições dos profissionais da educação previstas na Lei de Diretrizes e Bases (LDB).