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Comissão aprova adoção de triagem para identificação de casos de transtorno do espectro autista
Billy Boss/Câmara dos Deputados A relatora Daniela do Waguinho reuniu vários textos num só A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara do...
29/11/2022 12h10
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Agência Câmara de Notícias
A relatora Daniela do Waguinho reuniu vários textos num só - (Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados)

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga os estabelecimentos de saúde e de educação a realizarem  triagem das crianças, com a utilização de instrumentos padronizados, para identificar casos de transtorno do espectro autista (TEA).

O processo de diagnóstico deverá utilizar o teste Modified Checklist for Autism in Toddlers (M-Chat), na versão em português validada para o Brasil, ou outro teste definido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Adotado em vários países, o teste M-Chat é composto por 23 questões do tipo sim/não, que devem ser respondidas pelos responsáveis pela criança, considerando o comportamento que observam em seu filho. São perguntas como “O seu filho sorri em resposta ao seu rosto ou ao seu sorriso?” ou “Seu filho tem interesse por outras crianças?”.

O texto aprovado é o substitutivo da deputada Daniela do Waguinho (União-RJ) ao Projeto de Lei 9997/18, do deputado Mário Heringer (PDT-MG), e aos cinco apensados. O substitutivo altera a Lei Berenice Piana (de proteção aos autistas).

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Intervenção precoce
A relatora afirmou que o teste M-Chat já foi validado para uso no Brasil, não tem custos, é rápido e de fácil aplicação. Ela ressaltou ainda que o diagnóstico precoce do TEA é fundamental para possibilitar intervenções mais efetivas na pessoa.

“A literatura científica é unânime em afirmar a necessidade de intervenção precoce e intensiva para melhorar a qualidade de vida das pessoas com autismo”, disse Daniela do Waguinho.

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“Mesmo nos casos em que não há déficits cognitivos ou de linguagem, os problemas comportamentais causados pelo autismo podem ser bastante severos e causar grande sofrimento para a pessoa”, concluiu.

Novas diretrizes
O texto aprovado traz outras medidas para incentivar o diagnóstico precoce. Ele inclui entre as diretrizes da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA o diagnóstico e a intervenção precoce conforme protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas baseados em evidências científicas.

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Também prevê o atendimento educacional apropriado à condição do aluno com TEA, o estímulo à sua capacitação profissional e inserção, e a capacitação de profissionais de saúde e educação especializados no atendimento interdisciplinar.

As escolas devem garantir o livre acesso aos profissionais da equipe multidisciplinar que assistem o aluno com TEA.

 

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Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pelas comissões de Educação; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).