Saúde Mato Grosso do Sul
Secretaria Estadual de Saúde promove Seminário Estadual sobre Sífilis
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, em parceria com o LAIS (Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal...
10/11/2022 18h35
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, em parceria com o LAIS (Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte), realiza nesta quinta-feira (10) e sexta-feira (11), no auditório do IAGRO e Escola de Saúde Pública Dr. Jorge David Nasser, Seminário Estadual com o tema “Traçando estratégias para eliminação da Transmissão Vertical da Sífilis com vista a 2023”.

Presente no evento, a secretária-adjunta da SES/MS, Crhistinne Maymone, compôs a mesa de autoridades e destacou que mesmo com alguns séculos da descoberta da sífilis o quanto ainda se ‘reiniciam’ os processos para um diagnóstico precoce e uma prevenção efetiva da doença.

“Precisamos avançar e nós temos feito uma prática aqui no estado de Mato Grosso do Sul que é a política pública baseada em evidência científica e, para isso, a universidade faz parte do nosso cotidiano. Sem as universidades, a pesquisa e a extensão é impossível se ter políticas de estado que mantenham a sua sustentabilidade”, enfatiza Maymone.

Conforme a Gerente Técnica de IST/Aids e Hepatites Virais da SES/MS, Alessandra Salvatori, a proposta do encontro é ouvir as potencialidades e fragilidades dos municípios do estado. “A partir dos dados apresentados, vamos fomentar a discussão de estratégias que fortaleçam as ações da vigilância epidemiológica, atenção primária e atenção hospitalar para a eliminação da transmissão vertical da sífilis em nosso território”, afirma Salvatori.

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 Seminário

Cerca de 257 profissionais de saúde participam do seminário, tanto de forma presencial como online. No evento serão apresentados painéis sobre a situação atual da vigilância em saúde e notificação da sífilis; e sobre a Vigilância em Saúde e notificação da Sífilis em Mato Grosso do Sul – Vigilância em Saúde da SES/MS, Atenção Primária a Saúde da SES/MS e Representação da Rede Hospitalar; apresentação do relatório de pesquisa sobre “Inconsistências nas notificações de sífilis congênita” e trabalhos de grupos. 

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 Sífilis

A sífilis é uma doença infecciosa transmitida por contato sexual ou de mãe para filho. É considerada um grave problema de saúde pública com impacto direto sobre a saúde reprodutiva e infantil, acarretando infertilidade e complicações na gravidez, parto e agravos à saúde.

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A sífilis em gestantes, se não tratada, pode se transformar em sífilis congênita, que acomete os fetos. Isso acontece quando o tratamento realizado, na paciente gestante ou parceiro com sífilis adquirida, não apresenta resultados aceitáveis ou não foi feito corretamente. A sífilis congênita é quando ocorre a transmissão vertical, ou seja, de mãe para filho. É fundamental a garantia de um pré-natal adequado para a detecção e tratamento não só da sífilis, mas de outros agravos de transmissão vertical como o HIV e hepatites virais.

De acordo com os dados disponibilizados pelo Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, Mato Grosso do Sul apresentou queda nos índices de infestações da sífilis congênita e em gestantes desde o ano de 2020.  Em 2021, foram notificados 194 casos de sífilis congênita (em menores de um ano de idade e taxa de incidência – por 1.000 nascidos vivos – por ano de diagnóstico) e 1.337 casos em gestantes (taxa de detecção – por 1.000 nascidos vivos – de gestantes com sífilis por ano de diagnóstico) e, até 30 de junho deste ano, são 43 e 277 casos, respectivamente.

Na opinião de Alessandra Salvatori, essa diminuição se deve ao reflexo da pandemia de COVID-19. “O acesso aos serviços de saúde e ao pré-natal foi diminuído e dificultado, diminuiu o diagnóstico. Mas, em oposto a isso, as políticas públicas têm sido fortalecidas, com protocolo de diagnóstico, tratamento e manejo dos casos sendo muito robustos”, esclarece Salvatori.

O tratamento correto da sífilis é essencial para que a doença não evolua e exista a possibilidade de cura.  Se não tratada, a sífilis pode levar ao óbito.

Assessoria de Comunicação da SES

Foto: Divulgação