Economia Negócios
Investimentos em publicidade digital no 1º semestre superam 2021 e 2020
Segundo estimativas feitas pela Kantar Ibope Media e IAB Brasil, somente nos primeiros seis meses do ano, foram investidos R$ 14,7 bilhões em publi...
09/11/2022 09h51
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Agência Dino
Foto: Reprodução

Quando se trata de chamar a atenção do consumidor, as empresas brasileiras estão dispostas a investir. E a publicidade em meios digitais tem sido uma das principais apostas. Pesquisa realizada pela Kantar Ibope Media e Interactive Advertising Bureau (IAB) Brasil mostrou que entre os meses de janeiro e junho de 2022 foram investidos 14,7 bilhões em publicidade digital no país.

Esse montante corresponde a 50% do total de verbas destinadas à publicidade das empresas e supera o total investido nos anos de 2020, que chegou a R$ 10,3 bilhões, e de 2021, que alcançou R$ 13,2 bilhões. Os três setores que mais investiram em publicidade em meios digitais, como as que aparecem em redes sociais, sites de busca e em portais, foram Comércio, Serviços e Mídia. O setor Financeiro, que antes figurava em terceiro lugar, se mantém entre os cinco principais no ranking.

A indústria de brinquedos, por exemplo, foi uma das que mais apostaram em publicidade digital, aportando 91% da verba total de marketing para campanhas em mídias virtuais. E essa aposta não é à toa. A pesquisa analisou que nas principais regiões metropolitanas do país, 97% dos consumidores têm acesso à internet, sendo o celular o principal dispositivo de acesso, atingindo 82% dos consumidores. Além disso, nove entre 10 consumidores conectados acessaram as redes sociais e, pelo menos 50% deles, fizeram ao menos uma compra on-line nos últimos 12 anos.

Para conseguir retorno desses investimentos e aproveitar a concentração de possíveis consumidores em mídias digitais é preciso estudar bem o público que se quer atingir com a publicidade. Com 19 anos de experiência nas áreas de Marketing e Comercial, Thiago Petre Colozovski aponta que para criar estratégias de marketing personalizadas, uma das primeiras medidas é segmentar o mercado.

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“A segmentação é importante para marcas que querem se conectar mais fortemente com seus clientes para criar estratégias de marketing personalizadas. O entendimento de quem compõe uma base de clientes faz parte da regra de ouro do marketing: “conheça seu cliente”, lembra.

O profissional ressalta que nessa segmentação, para além de saber quem compra de uma marca, é preciso entender o que leva o consumidor a fazer uma escolha. Ele cita o estudo do professor da Harvard Business School, Gerald Zaltman, considerado um dos principais estudiosos de neuromarketing e que observou que 95% das decisões de compra das pessoas são baseadas em emoções e critérios inconscientes. Essa descoberta levou à noção de que a segmentação tradicional evolui para a segmentação baseada em comportamento. “Para entender as motivações dos clientes, as marcas precisam entender o que eles estão pedindo que ela ou produto faça por eles”, observa.

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Como exemplo de como planejar uma segmentação baseada em comportamento, Colosovski cita um consumidor que goste de café. “O que melhor explica a compra de café? Idade, profissão, poder aquisitivo? Ou, a necessidade de estimulação, hábitos, ou até mesmo a experiência emocional ligada ao cheiro, origem ou preparação do café?”, questiona, acrescentando que “esse tipo de abordagem de segmentação de mercado pode dar às marcas segmentos únicos para explorar e uma compreensão clara do que devem entregar para alcançar cada tipo de cliente”.

Redes Sociais concentram maior parte das verbas de publicidade

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Segundo o levantamento da Kantar Ibope Media e IAB Brasil, os celulares são os dispositivos mais visados quando as marcas pensam suas campanhas de publicidade e as mídias sociais são os canais preferidos. Pelo menos 77% das verbas são concentradas em campanhas para os aparelhos móveis e 52% usam as redes sociais como canais. O restante é direcionado para peças publicitárias em portais (18%) e sites de busca (29%).

Quando o assunto é formato de publicidade mais utilizado nos meios digitais, vídeo (35%) e imagem (36%) recebem quase a mesma porcentagem das verbas. O restante (29%) vai para anúncios em sites de busca.

Já quando se analisa quais setores mais investiram em publicidade digital no primeiro semestre de 2022, os principais são: Minas e Energia (42%), Industrial (39%), Brinquedos (33%), Agropecuária (33%), Escritório e Papelaria (31%), Higiene Pessoal e Beleza (25%), Eletros e Informática (25%).