Economia Negócios
Empresa compensa a totalidade dos resíduos gerados por suas bebidas
A marca de leites vegetais recolheu 197,8 toneladas de papelão e 23 de material plástico, gerando 220,8 toneladas de material compensado
03/11/2022 10h15
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Agência Dino
Unsplash

A logística reversa entrou em cena no Brasil em 2010, com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Fazem parte dos princípios e instrumentos definidos na lei a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. De acordo com a PNRS, a responsabilidade pelas embalagens é de comerciantes, fabricantes, importadores, distribuidores, cidadãos e titulares de serviços de limpeza e manejo dos resíduos sólidos urbanos.

O sistema de logística reversa possui ferramentas e mecanismos de compra dos produtos e embalagens usadas, injetando valor aos resíduos e, assim, mobiliza a sociedade a promover o retorno desse material. Postos de entrega e parcerias com cooperativas para o recolhimento do resíduo também são realizadas e oferecem retorno financeiro e ambiental eficaz. 

A implantação da logística reversa se alia à economia circular. Ao retornar o resíduo para o ciclo produtivo, o mesmo se torna matéria-prima para novos produtos. Junto com a conscientização da população, por meio da educação ambiental, o processo ajuda a minimizar os impactos ambientais causados pelo gerenciamento errôneo dos descartes residuais, dando um grande passo rumo à sustentabilidade.

Centenas de negócios dos mais variados setores, ao longo dos últimos anos, enxergaram que a sustentabilidade não é apenas uma moda dentro do mercado. Hoje, esse conjunto dita as normas do consumo global, pois em todos os cantos as pessoas estão mais conscientes e praticam algum tipo de ação voltada para atender a urgência ambiental que está posta em todo mundo. 

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Pela lei os fabricantes, distribuidoras, importadoras ou comerciantes de produtos com embalagens, que são os maiores geradores de resíduos, têm como meta garantir que, no mínimo, 22% desse material pós-consumo colocados no mercado tenham a destinação ambiental adequada por meio da logística reversa ou da compensação ambiental, que é feita por meio dos certificados de créditos de reciclagem. 

No Brasil, a Positive Co que agrega marcas como A Tal da Castanha tem, desde sua concepção, práticas de ESG consolidadas, com preocupação no impacto gerado na sociedade e no meio ambiente. Esse processo nasce na cadeia de fornecimento dos ingredientes usados nos produtos até a logística reversa das embalagens e dos materiais. A empresa compensa a totalidade dos resíduos gerados por suas embalagens por meio de uma parceria com o Eureciclo, empresa de embalagens pós-consumo. 

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Para exemplificar a importância desse processo para a empresa cearense, foram recolhidas 197,8 toneladas de papelão e 23 de material plástico, gerando 220,8 toneladas de material compensado. Isso significa que a parceria retirou e devolveu de forma sustentável como matéria-prima mais de 220 caixas d’água de 1.000 litros cheias de material ou 883,2 m³ de resíduos. Outro dado comparativo da importância dessa ação pode ser medido no número de árvores salvas na natureza. Para cada tonelada de papel produzida, é necessário a derrubada de 11 árvores. Com a logística reversa empreendida pela Positive Co foram salvas 2.175 árvores em toda extensão do território brasileiro.

Além da compensação, a empresa investiu na certificação de agricultores familiares das regiões Norte e Nordeste do Brasil e hoje produz bebidas vegetais que são reconhecidas internacionalmente. Os produtos são aqueles cultivados sem o uso de agrotóxicos ou modificações genéticas respeitando suas particularidades, como safra, solo e clima propício para crescimento. 

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O uso de tais defensivos pode diminuir o valor nutricional dos alimentos, sendo assim, os produtos orgânicos possuem relativamente mais nutrientes como vitaminas, minerais e principalmente compostos bioativos também conhecidos como fitoquímicos, que exercem importante ação antioxidante e protetora em nosso organismo. O cultivo e distribuição da castanha de caju no nordeste brasileiro é feito através de cooperativas incentivando e empoderando a mão de obra local.

“Somos uma empresa familiar com fortes valores, além de ter comprometimento com a sociedade e os novos consumidores. Apesar do pouco tempo de mercado, conseguimos estabelecer uma cultura transversal de comprometimento com os grandes desafios globais, respondendo com uma visão de longo prazo, responsabilidade e respeito ao meio ambiente”, explica Rodrigo Carvalho, um dos diretores da Positive Co. 

Toda essa estratégia de negócio responsável foi reconhecida e prestigiada pelo Selo B, movimento global que redefine o conceito de sucesso nos negócios ao identificar empresas que utilizam seu poder de mercado para solucionar algum tema social e ambiental. Para conquistar essa certificação, A Tal da Castanha, por exemplo, passou por uma avaliação rigorosa, que considerou os impactos positivos da empresa em diferentes áreas: colaboradores, governança, meio ambiente, comunidade, clientes e modelo de negócios.