Economia Negócios
Cartões de benefícios flexíveis contemplam trabalhadores e movimentam economia
Além de atender 86% dos profissionais que desejam mudanças dos benefícios ofertados, eles também formam ecossistema de parceiros e fazem parte de s...
27/09/2022 13h00
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Agência Dino
Foto: Reprodução

Os cartões de benefícios flexíveis crescem no mercado de HRTechs com a demanda de trabalhadores por diversificação de serviços. Segundo levantamento da consultoria Robert Half realizado em 2021, 86% dos entrevistados relatam interesse na mudança de alguns benefícios pós-pandemia: com a Covid-19, a transformação na rotina para uma parcela dos trabalhadores fez com que os benefícios ofertados pelas empresas passassem a incluir apoio psicológico, auxílio para o home office, entre outros, ampliando o leque de parceiros dessa movimentação financeira.

A mesma pesquisa ainda revela que benefícios tradicionais, como assistência médica, vale-alimentação e vale-refeição continuam como os mais valorizados entre os profissionais. Para 73% dos entrevistados o auxílio médico é considerado o mais importante, sendo ele o benefício disponibilizado por 85% dos empregadores. 

Entre os cartões de benefícios existem três modalidades: os que dão descontos em farmácias e serviços médicos em clínicas parceiras; aqueles que permitem que o colaborador faça compras em estabelecimentos e depois desconte esse valor da folha de pagamento; e, ainda, os conhecidos como vale-alimentação e vale-refeição, garantido pelo PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador), criado em 1976 no Brasil. Os cartões de benefícios flexíveis incluem tudo isso e ainda mais. 

Eles se assemelham a um cartão de crédito comum, podendo ser aceito em mais tipos de estabelecimentos e para compras que vão desde as tradicionais até shows, academias, lojas de departamento e cinema. “Os serviços são os mais variados e diversificados, que vão desde parceiros locais, como quitandas, açougues, farmácias, a grandes empresas e e-commerces”, detalha Rodrigo Mancilha, CEO da Convênio Social Saúde.

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O papel da empresa de cartão de benefícios flexíveis é unir as pessoas e o mercado. Para Marco Araújo, Diretor Comercial da Convênio Social Saúde, a “empresa é apenas uma ponte ou elo de ligação entre os clientes e os parceiros”, podendo, estes últimos, contar com toda a estrutura comercial, know how e de comunicação da empresa.

Para ele, com os cartões de benefícios flexíveis, “o cliente tem a vantagem de ter economia em suas compras e o parceiro, além de aumentar suas vendas, também conta com suporte de todo time da empresa, diminuindo seus gastos”. 

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Crescem investimentos nas HRTechs

Essa modalidade de remuneração que vai além do salário faz parte das HRTechs. startups voltadas para aprimoramento e cuidados, contratação e gestão de empresas, que desde o ano 2000 arrecadaram US$ 3,4 bilhões (cerca de 17,2 bilhões), segundo relatório do Distrito HRTec Report de 2021.

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Para o próprio CEO do Distrito, Gustavo Araujo, a pandemia trouxe à luz a necessidade de pensar nos cuidados com as pessoas. "Essa aceleração nos últimos anos é mais um indício de que o capital humano é um campo pleno de oportunidades e que deve se manter em ascensão nos próximos".

Com o distanciamento físico, mais colaboradores passaram a trabalhar remotamente ou de maneira híbrida, por isso, os investimentos das empresas em novas formas de manter o bem-estar no ambiente corporativo, mesmo à distância, cresceram. Foi tanto que nos seis primeiros meses deste ano houve um investimento de US$ 247,5 milhões (por volta de R$ 1,255 bilhão) nas HRTechs, número que supera o total arrecadado em 2021, que soma de US$ 241,3 milhões (algo em torno de R$ 1,224 bi).

Para saber mais, basta acessar: https://www.conveniosocialsaude.com.br/