No dia03 de junho, foi realizada uma ação de retirada de marambaias em dois pontos do Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio. “Por conta do sigilo da operação, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) optou por divulgar os resultados somente nesta quarta, no Dia Mundial dos Oceanos,8 de junho”, explica o titular da Sema, Artur Bruno.
A gestora da única Unidade de Conservação submersa do Ceará, Izaura Lila, explicou que os pontos onde foram realizados o monitoramento e a retirada das armadilhas de pesca foram a Pedra do Mar e o Cabeço do Arrastado. Ao final da operação foram retiradas 4 marambaias inteiras e 2 pedaços de marambaias já deterioradas. “É importante destacar que as marambaias são tambores artificiais que tem por finalidade atrair principalmente crustáceos”, esclareceu.
A operação foi articulada e executada pela Sema, por meio da Gestão do Parque, em parceria com o Instituto de Ciências do Mar da UFC (Labomar), a Escola de Mergulho Mar do Ceará e com apoio da Assembleia Legislativa e da Capitania dos Portos do Ceará. O barco utilizado para a expedição foi o Argo Equatorial, barco de pesquisa do LABOMAR da UFC.
O Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio é uma Unidade de Conservação Marinha de Proteção Integral que fica localizada a aproximadamente 18 km da costa de Fortaleza, possuindo uma área total de 4.790,16 hectares. Na UC, a única pesca permitida é a de tipo Artesanal, de linha de mão e anzol.
Em setembro de 2022, o Parque completa 25 anos de criação e a gestão da Unidade de Conservação, através de parcerias e do Conselho Gestor, vem intensificando as ações de monitoramento e Educação Ambiental na área. No dia14 de fevereirode 2022, também foi realizada ação semelhante, de monitoramento e retirada de marambaias, em parceria com a Escola de Mergulho Mar do Ceará.
“A ação foi realizada em alusão ao dia8 de junho, Dia Mundial dos Oceanos, data criada pela ONU para chamar a atenção para a importância da conservação dos oceanos, além de oferecer uma oportunidade para celebrar a importância do oceano e compreender melhor como interagir com ele de uma maneira sustentável”, alertou Izaura.