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Telescópio da NASA vai cair na Terra após 22 anos.

Observatório Swift encerrou suas atividades e deverá reentrar na atmosfera nas próximas semanas.

28/10/2026 às 12h59
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Matheus Tayti / @uraniaplanetario
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Telescópio da NASA. Imagem: Divulgação.
Telescópio da NASA. Imagem: Divulgação.

O telescópio espacial Neil Gehrels Swift Observatory, da NASA, encerrou sua missão após quase 22 anos em órbita e deverá reentrar na atmosfera terrestre nas próximas semanas. O observatório realizou sua última observação científica em 20 de outubro, quando já estava a aproximadamente 275 quilômetros de altitude e o aumento do arrasto atmosférico dificultava a manutenção de sua orientação.

Até o momento, a NASA não informou data, horário ou local exatos para a reentrada e não existe previsão indicando que destroços cairão no Brasil. Entretanto, como o Swift percorre uma órbita inclinada aproximadamente 20,6° em relação ao equador, parte do território brasileiro encontra-se dentro da faixa de latitudes sobrevoada pelo telescópio. Isso significa que uma reentrada sobre o Brasil é fisicamente possível, mas não que esteja prevista.

A incerteza ocorre porque pequenas mudanças na densidade da atmosfera, na atividade solar e no comportamento da espaçonave podem alterar o instante e o local da reentrada. Conforme o Swift perder mais altitude, as previsões deverão se tornar progressivamente mais precisas. Durante a entrada na atmosfera, grande parte de sua estrutura deverá ser destruída pelo intenso aquecimento, embora componentes mais resistentes possam eventualmente alcançar a superfície.

“É importante separar possibilidade de previsão. O Brasil não pode ser descartado simplesmente por estar parcialmente dentro da faixa orbital do Swift, mas hoje não existe qualquer dado que permita afirmar que os destroços cairão no país”, explica o Prof. Dr. Marcos Calil, responsável pelo Setor de Observatório da Urânia Planetário.

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Lançado em novembro de 2004 para uma missão inicialmente planejada para dois anos, o Swift permaneceu em operação por quase 22 anos e observou mais de 2 mil explosões de raios gama, além de supernovas, buracos negros, asteroides e cometas. A Urânia Planetário acompanhará as atualizações da NASA conforme a reentrada se aproximar. Acompanhe também as lives da Urânia Planetário, todas as terças-feiras, às 19h30, no YouTube.

 

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