Cidades Porto Velho - RO
Prevenção e acolhimento são essenciais em situações de crise
O atendimento a uma pessoa em situação de tentativa de suicídio exige mais do que rapidez. Avaliar os riscos no local, compreender as condições clí...
30/09/2026 11h53
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Porto Velho - RO

O atendimento a uma pessoa em situação de tentativa de suicídio exige mais do que rapidez. Avaliar os riscos no local, compreender as condições clínicas da vítima, estabelecer uma comunicação sem julgamentos e definir o encaminhamento adequado estão entre os cuidados adotados pelas equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) de Porto Velho.

Essa experiência vivenciada diariamente pelos profissionais do serviço foi levada a professores e acadêmicos da Universidade Federal de Rondônia (Unir), no Centro da capital, durante a palestra “Entre a crise e a vida: a atuação do SAMU 192 nas tentativas de suicídio”, realizada dentro das ações alusivas ao Setembro Amarelo.

A apresentação foi conduzida pelo enfermeiro emergencista Lânderson Gutierres, da Coordenação do Núcleo de Educação Permanente do SAMU. Durante a atividade, ele explicou como funciona o atendimento desde o primeiro contato com a Central de Regulação de Urgências até a chegada da equipe ao local, avaliação da vítima, estabilização e encaminhamento para continuidade da assistência.

A tentativa de suicídio foi apresentada aos participantes como uma emergência complexa, que pode envolver fatores clínicos, comportamentais, ambientais e relacionais. Situações de intoxicação, trauma e alteração do nível de consciência, por exemplo, exigem avaliação e intervenções específicas.

Continua após a publicidade
google.com, pub-9319522921342289, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Outro aspecto abordado foi a segurança da cena. Antes de iniciar a assistência, a equipe precisa identificar possíveis riscos para a própria vítima e para os profissionais. Dependendo das circunstâncias, o atendimento pode exigir atuação integrada com Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e outros órgãos.

Além das técnicas de suporte básico e avançado de vida, a comunicação também ocupa papel importante durante a ocorrência.

Continua após a publicidade
google.com, pub-9319522921342289, DIRECT, f08c47fec0942fa0

A palestra também mostrou que o trabalho não termina com o atendimento realizado pela ambulância. Após a avaliação e estabilização, a vítima é encaminhada para o serviço de saúde adequado à gravidade apresentada e, posteriormente, pode seguir acompanhada pelos demais pontos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

A integração entre SAMU, unidades de saúde, serviços especializados e demais instituições envolvidas é parte importante dessa assistência, principalmente para garantir que o paciente continue recebendo acompanhamento depois da situação aguda.

Continua após a publicidade
google.com, pub-9319522921342289, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Durante a apresentação, também foram compartilhados dados epidemiológicos utilizados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). Entre os números apresentados estão 356 notificações de violência autoprovocada em Porto Velho em 2025.

Para a secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, compartilhar a experiência dos profissionais também contribui para ampliar a compreensão sobre o atendimento às situações de crise.“Levar esse conhecimento para o ambiente acadêmico permite discutir como funciona a assistência na prática, desde o primeiro chamado até a continuidade do cuidado. É também uma forma de fortalecer a prevenção e a preparação dos futuros profissionais”.

CAPACITAÇÃO E PREVENÇÃO

A atividade também chamou atenção para a necessidade de capacitação permanente das equipes que trabalham com urgência e emergência. A abordagem adequada pode contribuir tanto para a segurança durante a ocorrência quanto para um atendimento mais humanizado à pessoa em sofrimento.

Para o prefeito Léo Moraes, aproximar o serviço de urgência da universidade amplia o alcance das ações realizadas durante o Setembro Amarelo.“O SAMU está diariamente diante de situações que exigem preparo técnico e também sensibilidade. Compartilhar essa experiência com professores e acadêmicos ajuda a formar profissionais mais preparados e amplia uma discussão necessária sobre prevenção, acolhimento e cuidado com a vida”.

Texto:Jhon Silva

Fotos:Erisson Soares

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)