Ao longo deste mês de setembro, o Hospital da Cidade transformou as salas de espera da unidade em espaços de escuta, acolhimento e conscientização sobre saúde mental. Como parte das ações do Setembro Amarelo, o Serviço de Psicologia promoveu rodas de conversa para pacientes e acompanhantes, levando informação sobre prevenção ao suicídio, identificação de sinais de sofrimento emocional e caminhos para buscar ajuda.
Com o tema “Você não é o problema”, a iniciativa estimulou uma reflexão sobre as diferentes formas de sofrimento psíquico e reforçar a importância de falar sobre saúde mental sem julgamentos. A proposta também contribuiu para combater estigmas e aproximar usuários de informações que podem fazer diferença diante de uma situação de crise.
Durante os encontros, as psicólogas hospitalares abordaram, de maneira acessível, fatores de risco, sinais de alerta e formas de prevenção, além de orientar sobre a importância de procurar apoio profissional quando necessário.
De acordo com a psicóloga hospitalar do HC, Fabiana Bitu, mais do que transmitir informações, a ação criou momentos de diálogo dentro do ambiente hospitalar, permitindo que pacientes e acompanhantes compartilhassem dúvidas, percepções e experiências.
“Nós fizemos essa ação alusiva ao Setembro Amarelo em todas as salas, com o objetivo de promover a conscientização sobre a importância do cuidado com a saúde mental e da prevenção ao suicídio. Uma forma de estimular a reflexão sobre o sofrimento emocional, fortalecendo a valorização da vida e combatendo estigmas relacionados à saúde mental”, disse a psicóloga.
Para Renilma Almeida, também psicóloga hospitalar da unidade, o trabalho desenvolvido durante todo o mês alcançou não apenas quem passa pelo hospital em busca de atendimento, mas também os profissionais que atuam diariamente na assistência.
“O Serviço de Psicologia, esse mês, está trabalhando no Setembro Amarelo, que é uma alusão à prevenção ao suicídio. Então, estamos na sala de espera, falando com os usuários que vêm aqui no hospital sobre as formas de prevenção e tratamento para pessoas com histórico de depressão ou com alguma outra situação que pode levar ao suicídio. Esse mês está sendo todo focado nesse atendimento e reforçando não só aos usuários, como também aos nossos colaboradores”, acrescenta Renilma.
A diretora-presidente do Maceió Saúde, Camila Porciúncula, destaca que iniciativas como essa fazem parte de uma compreensão mais ampla sobre o papel da gestão na construção de uma assistência que considere o paciente em sua integralidade.
“Cuidar da saúde também significa olhar para aquilo que nem sempre é visível. A saúde mental precisa estar presente nos espaços de cuidado e ser tratada com informação, respeito e acolhimento. Quando o hospital cria oportunidades para conversar sobre esse tema, ele também ajuda a aproximar as pessoas da informação e dos caminhos para buscar ajuda. É esse cuidado integral que queremos fortalecer na assistência oferecida à população”, pontua.
Para a diretora-geral do Hospital da Cidade, dra. Célia Fernandes, levar a discussão para as salas de espera aproxima a temática da realidade de quem está dentro da unidade e reforça a importância de uma assistência humanizada.
“O paciente e o acompanhante chegam ao hospital muitas vezes vivendo momentos de preocupação, ansiedade ou fragilidade. Por isso, nosso papel também é oferecer um ambiente em que eles possam ser ouvidos e encontrar informação segura. Ações como essa mostram que o cuidado não acontece apenas durante uma consulta ou procedimento, mas em cada oportunidade de acolher, orientar e estar próximo das pessoas”, ressalta.
Administrado pelo Maceió Saúde, organização social sem fins lucrativos voltada à modernização e à eficiência na gestão das unidades municipais de saúde, o Hospital da Cidade é referência regional em baixa e média complexidade em Alagoas. A gestão trabalha com processos padronizados, uso eficiente dos recursos, qualificação das equipes e fortalecimento de uma cultura institucional voltada à segurança, à qualidade assistencial e ao cuidado humanizado.