Numa ação realizada em parceria com unidades públicas de ensino e técnicos do Programa Saúde na Escola (PSE), a Secretaria de Saúde de Maceió (SMS) promoveu, por meio do Programa Municipal de Infecções Sexualmente Transmissíveis, HIV/Aids e Hepatites Virais, atividades educativas de conscientização e prevenção junto aos alunos das escolas estaduais Tarcísio de Jesus, no Trapiche da Barra, e Jaime Amorim, no Tabuleiro dos Martins.
A iniciativa atende a uma das prioridades definidas pelo Ministério da Saúde para o PSE no último biênio: a abordagem dos Direitos Sexuais e Reprodutivos. O tema também foi apontado como uma necessidade pelas próprias comunidades escolares, durante reuniões de alinhamento entre profissionais de saúde, equipes dos programas e diretores das unidades de ensino.
Antes das atividades, os estudantes – alunos da segunda etada do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, a partir dos 13 anos – responderam a questionários que ajudaram a identificar dúvidas e orientar a abordagem dos profissionais.
As respostas coletadas nas escolas têm reforçado a necessidade de ampliar o diálogo sobre sexualidade e prevenção. Segundo as equipes de saúde, também há uma preocupação com o registro de ISTs, como a sífilis, entre adolescentes cada vez mais jovens, o que aumenta a importância das ações de orientação e prevenção.
“Nosso objetivo e função é garantir que os jovens tenham acesso a informações corretas, compreendam seus direitos, conheçam as formas de prevenção e possam tomar decisões mais conscientes sobre sua própria saúde. E esses debates têm sido levados às escolas de forma responsável, acessível e natural”, afirmou Carol Teles, técnica do PSE na Coordenação Técnica de Educação e Prevenção em Saúde da SMS.
Entre os profissionais que participam das ações, uma percepção recorrente é a de que alguns adolescentes iniciaram a vida sexual aos 13 anos, mas ainda têm pouco conhecimento sobre prevenção e proteção. Os questionários também apontam dificuldades para conversar sobre sexualidade no ambiente familiar e social.
“Nesse sentido, a escola se torna um espaço estratégico para o diálogo, permitindo que essas dúvidas sejam acolhidas e que o tema seja tratado sem medo, constrangimento ou desinformação”, reforçou Carol.
As atividades são construídas a partir das principais dúvidas apresentadas pelos próprios estudantes e abordam temas como consentimento, ISTs, gravidez na adolescência e métodos contraceptivos. Com a iniciativa, a SMS amplia o acesso dos jovens a informações confiáveis e contribui para escolhas mais conscientes e responsáveis sobre saúde e sexualidade.